Heron Queiroz

Delegação se preparando para os Parajasc e, na atualidade, nada mais normal do que a criação de um grupo no WhatsApp para ajudar na organização. E foi no grupo de Itajaí que Canderoi da Conceição e Letícia da Oliveira, há 15 dias, tiveram os primeiros contatos. Os tratamentos amigáveis levaram a expressões como “bebê” e “vida”. A partir daí não foi difícil chegar à paixão.

Ele tem 22 anos, natural de Itajaí, é deficiente físico, com dificuldade de movimentos nos membros esquerdos em decorrência de um derrame cerebral durante o nascimento. Vivendo com a avó, Canderoi faz curso para acessar o mercado de trabalho e está aprendendo computação. 

Ela tem 21, natural de Carlos Barbosa (RS) e moradora de Benedito Novo, é portadora de nanismo. Trabalha como vendedora de planos de internet na Unifique, em Timbó. Também defende a cidade de Itajaí no atletismo dos Parajasc.

Letícia foi ouro no arremesso do peso e no lançamento do disco, nesta quinta (17), e ainda busca mais uma medalha, no lançamento do dardo. Canderoi participou dos 100m, 200m e 400m rasos. Nesta última, conseguiu o bronze. Mas certamente o que se conquistou para ambos vai muito além das medalhas dos Parajasc.

É só o início de um caminho, que pode ser longo e vitorioso...                                                                       Foto: Heron Queiroz

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Oito medalhas de ouro e duas de prata, este é o saldo que traz Jean Carlo Oliveira Padilha de suas dez participações no tênis de mesa para cadeirantes dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajasc. A oitava medalha dourada foi conquistada nesta 15ª edição do evento, ao vencer o representante de Itapoá por 3 a 0, no Ginásio Estadual de Caçador.

Aos 44 anos o criciumense é um dos principais mesatenistas brasileiros em sua categoria, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional. Além disso, foi considerado o melhor do ano na Copa Brasil, realizada em setembro, em Cuiabá. Jean ainda foi ouro por equipe e prata no individual no Circuito Mundial realizado no Chile em 1916. Já na edição de 2018, realizada na Costa Rica, foi prata por equipe.

Dentre outros eventos, Jean Carlo ainda se prepara para a Copa Tango, Circuito Mundial que acontece em Buenos Aires de 20 a 25 de novembro.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Morando só com o avô em Quilombo e com dificuldade em se comunicar, em decorrência de déficit intelectual, Diogo Meira Sagaz passou parte da vida isolado.Foi somente aos 18 anos de idade que ele começou a acompanhar os jogos de futsal, até ser convidado para participar da escolinha do Departamento de Esportes de Quilombo.

Primeiramente, Diogo começou a mostrar desenvoltura no gol, e logo, canhoto e de bom domínio de bola, mostrou que tinha habilidade para também jogar na linha. Hoje é uma peça importante no esquema de jogo do futsal de Quilombo, que pela primeira vez disputa os Parajasc nesta modalidade.

E Quilombo estreou bem no futsal para deficientes intelectuais (DI) dos Parajasc. Depois de aplicar uma goleada de 6 a 3 sobre Joinville, na tarde de terça (15), a equipe voltou a vencer bem na quarta, fazendo 8 a 1 no time de Jaraguá do Sul. Baixinho, mas de muita força física, Diogo faz com perfeição o trabalho de pivô, abrindo espaço para os companheiros finalizarem ou para ele mesmo, com seu chute potente.

Apesar da estreia do time nos Parajasc, Diogo já participa do evento há cerca de oito anos. É que, nas edições anteriores, Quilombo não conseguiu montar um time de futsal DI. E convivendo no Departamento de Esporte, Diogo foi treinado também para jogar tênis de mesa, modalidade que também não teve dificuldade de aprender e que o levou ao bronze nos Parajasc de 2012.

E se Diogo não tem dificuldade de aprender, ganhar uma bolsa de estudos integral na Unoesc de Chapecó não foi difícil. Atualmente, aos 24 anos, ele cursa a oitava fase da faculdade de Educação Física. Por praticamente não falar, ele dispõe de um segundo professor, Jackson da Silva, oferecido pela universidade para auxiliar no estudo, não só no que Diogo precisa entender, mas, principalmente, naquilo que precisa expressar. 

A falta de fala não impede o garoto de ser sociável. Pelo contrário, com um estilo contagiante, que, por exemplo, o faz comandar um jogo por gestos, Diogo demonstra que conhece do assunto. Tanto é que sonha em ser professor e cumpre estágio na escolinha do Departamento de Esportes de Quilombo, ao lado do professor e árbitro de futsal Eider Lanzzarin.

“A deficiência é uma limitação em apenas uma situação, mas que pode ser compensada em outros valores e qualidades. Pessoas deficientes são mais humanas, mais educadas e carinhosas. Nós temos de aprender com eles, e não eles conosco. Depois que passei a trabalhar com o paradesporto, mudei minha forma de atuar, com mais calma e tolerância”, observou Lanzzarin com orgulho.

"Depois que passei a trabalhar com o paradesporto, mudei minha forma de atuar" (Eider Lanzzarin)                           Foto: Heron Queiroz

Mas a principal comunicação no convívio com Diogo está no sorriso fácil e convincente de seus momentos felizes, que não escondem verdades, como quando o professor Lanzzarin comenta que as coisas que ele mais curte, além do futsal e o tênis de mesa, são uma boa partida de truco e uma festa para se divertir e dançar.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

O regulamento técnico dos eventos de rendimento da Fesporte de 2019 sofreu alterações. A medida foi tomada a pedido da gerência de esporte de rendimento e encaminhada à diretoria de esportes, à consultoria jurídica e à presidência para as medidas legais, com base nas justificativas apresentadas.

Três matérias ganharam nova redação a fim de corrigir falhas e dar viabilidade às competições de 2019, em especial aos Jogos Abertos de Santa Catarina, os Jasc, que serão realizados em Indaial, Timbó e Pomerode, de 1º a 10 de novembro.

Das justificativas apresentadas, a primeira reporta-se a um erro material no artigo que trata da idade mínima para os atletas do triatlo. Historicamente, a competição é aberta a atletas que completem 15 (quinze) anos no ano do evento. Em decorrência de um erro de digitação, o limite para participação foi de atletas nascidos até 2002, item este que sofreu alteração para 2004.

Outra correção foi feita no que diz respeito às modalidades de lutas, já que a previsão sempre foi de que o atleta deve ser registrado em uma entidade de administração esportiva da modalidade no Estado de Santa Catarina, a qual possua o certificado de registro de Entidade Esportiva (CRED) expedido pelo Conselho Estadual de Desportos (CED). Percebeu-se, contudo, que tal hipótese afronta a previsão da Lei nº 13.622/2005, que permite que atletas federados em outros estados compitam nos eventos da Fesporte.

A terceira e última mudança aconteceu no que tange à modalidade de tiro, uma vez que nenhum dos três municípios-sede têm capacidade para realizar a prova nos termos do previsto pelo regulamento. Segundo informações da Federação Esportiva de Tiro e Caça de Santa Catarina, não há espaço viável na região que comporte quatro pedanas (estandes). Para viabilizar a realização da competição, a matéria sofreu adequação para duas pedanas. 

As alterações já foram homologadas e a atual versão do regulamento está disponível no site oficial da Fesporte, por meio da Resolução 08 (clique aqui para acessar).

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Treze provas movimentaram a terça-feira (15), primeiro dia do atletismo, nos segmentos de deficiências auditiva (DA) e intelectual (DI), dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajasc, na pista municipal de Caçador. 

Um dos destaques do dia foi a colecionadora de medalhas Cláudia Inocente, a Cuca, que levou mais duas para as mais de 200 que já obteve com a prática de esporte. Cuca foi bronze nos 400 metros rasos e ouro na nos 1.500 metros, somando agora 13 medalhas só nas provas de pistas dos Parajasc.

“Estou feliz por ter conseguido fazer as provas de 400 e 1.500. Treinei duas vezes por semana e consegui fazer um bom resultado nos 1.500, e ganhei um ouro. Nos 400, infelizmente fiquei em terceiro. Meu objetivo era chegar em segundo ou primeiro, mas havia umas meninas mais competitivas. Só preciso treinar mais para os 400. Mas estou feliz sim, porque foi uma competição bem legal”, avaliou Cláudia.

                                                       Assista a emoção de Priscila no pódio ao vencer os 100m T21

A atleta de 40 anos, que cursa a sexta fase de Educação Física em Chapecó, sua cidade natal, sonha em ser professora e ajudar pessoas com deficiência física. “Os Parajasc permitem me valorizar e mostrar o quanto posso vencer. É importante não desistir dos sonhos e alcançar os objetivos. Vale a pena”, disse ela.

O choro da vitória em homenagem a mãe

O momento mais emocionante, contudo, no primeiro dia de atletismo foi o choro da atleta Priscila Manoela Becker, de 20 anos, da cidade de São Bento do Sul. Ela foi primeira colocada na prova de 100 metros rasos para portadores de Síndrome de Down. Chorando, ela dedicou a medalha à mãe, Solange. A princípio uma homenagem comum, até que o técnico Luís Cláudio Ramalho esclareceu que a mãe havia falecido.

“Eu estou feliz. O meu pai está orgulhoso e muito feliz. Ofereço a medalha à minha mãe, porque eu amo muito ela, demais!”, disse Priscila. “A emoção é pelo fato de elas estarem treinando, se dedicando. Vale todo o sacrifício. Contagia todo mundo. Isso não tem preço que pague”, destacou Ramalho.

 

De olho na programação

Além do atletismo, a programação do dia também teve bocha rafa vollo (DA, DF e DV), basquete (DI), futsal (DA e DI) e handebol em cadeira de rodas. Os resultados e programação podem ser acompanhados pelos boletins diários publicados no site oficial da Fesporte (clique aqui para acessar).

Na quarta (16) as competições nos segmentos DI e DA prosseguem em mais uma etapa, isso pela manhã, porque à tarde já acontece a primeira etapa para deficientes físicos (DF) e visuais (DV). Outras modalidades também iniciam: o basquete em cadeira de rodas, a bocha paralímpica, a bocha rafa vollo (DV) e o golbol.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A abertura oficial da 15ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajasc, na noite de segunda-feira (14), no ginásio da escola Paulo Schieffler, em Caçador, foi marcada por um emocionante espetáculo, que levou ao público a análise do comportamento humano diante das diferenças, em especial quanto à necessidade de inclusão do portador de deficiência à sociedade. 

A obra, organizada pela Apae de Caçador, foi composta por dançarinos e cantores com deficiência, além de pais e professores, como propósito de expressar história das ações e pensamentos que nortearam a vida das pessoas deficientes, desde os tempos primitivos até os dias atuais. Foi elaborada pelas professoras Marisa Von Hede e Vanda Bazeggio, com a colaboração de Rodrigo Schapieski e João Paulo Almeida, da Cia de Artes Vento Negro.

Assista aos melhores momentos da cerimônia

O presidente da Fesporte, Rui Godinho, falou da emoção proporcionada pela apresentação cultural da abertura e pelo perfil de um evento como os Parajasc, que o torna muito especial. “Estamos buscando fazer tudo que for possível para melhorar os jogos para vocês”, disse ele, destacando ações como o braile nas medalhas e o pódio adaptado.

O prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, destacou a importância de voltar a sediar os Parajesc, evento que já havia sido sediado pelo município em 2009. “Devemos parar e refletir e ver o quanto essas pessoas se esforçam para ser melhores, ou para fazerem que nós sejamos melhores. Não elas. Elas já são as melhores. Elas São especiais”, disse Sperotto. 

O fogo simbólico foi conduzido pelo atleta Jucemar Roberval Cardoso Júnior, seis vezes campeão futsal para deficientes intelectuais nos Parajasc. O juramento foi proferido por Antônio Ozair Gonçalves dos Santos,o Totonho,  atleta cadeirante, participante de todas as edições do evento na modalidade de bocha rafa vollo.

Jucemar Cardoso Jr., atleta de futsal, fez o acendimento da pira                                                                                                               Foto: Heron Queiroz

As competições seguem até o dia 19 envolvendo cerca de 2 mil atletas de 71 municípios em onze modalidades, nos segmentos de deficiências auditiva (DA), física (DF), intelectual (DI) e visual (DV). Cinco modalidades já iniciam nesta terça (15): atletismo (DA e DI), bocha rafa vollo (DA, DF e DI), futsal (DA e DI) e handebol em cadeira de rodas.

Os boletins serão publicados no site da Fesporte, ao fim de cada dia de competição, com toda a programação e resultados (clique aqui para acessar) Os Parajasc são promovidos pelo Governo do Estado – @governosc – e realizados por intermédio da Fesporte, em parceria com o Município de Caçador.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

 

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