Quinta, 31 Outubro 2019 23:05

Renatho: um gigante na bola e nos sonhos Destaque

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O pequenino Renatho não se intimida com adversários, mostra tranquilidade e domínio O pequenino Renatho não se intimida com adversários, mostra tranquilidade e domínio Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Na história do futebol, muitos baixinhos tiveram carreira de sucesso, a exemplo de Romário, cujo carinhoso apelido remetia-se à sua baixa estatura em contraste com o grande futebol que apresentava. E no Campeonato Catarinense Escolar de Futebol, o Moleque Bom de Bola, não poderia ser diferente, já que a competição envolve crianças de 11 a 14 anos. E nesta 28ª edição do evento, falar de baixinho bom de bola é remeter-se ao paraibano de Cabedeu José Renatho da Silva Barros. Com seus 11 anos de idade e 1,35m de altura, Renatinho, como é chamado pelos amigos. É capaz de deixar boquiabertos os adversários menos crédulos.

Renatinho é daqueles jogadores que incendeiam o setor do campo onde atuam. Lateral direito com fácil apoio no ataque, ele traz ao presente a imagem e o estilo dos antigos pontas. Há sete anos morando em Camboriú e três estudando no Colégio Recriarte, Renatinho vem ganhando espaço no time entre os mais velhos, depois de conquistar o vice-campeonato da Ibercup, evento internacional de futebol infantil, que aconteceu em janeiro deste ano, em Porto Alegre.

Renatho se diz feliz em participar pela primeira vez de um evento que já revelou grandes nomes, como Felipe Luís, André Santos, Eduardo Costa, Marquinhos Santos e Ketlen Wiggers. “Se eu puder, virei sempre. É uma oportunidade que não posso perder”, disse o jovem jogador, confessando-se um fominha de bola, não por prendê-la demais, até porque constantemente tabela com os companheiros, mas porque treina e joga todos os dias, além de praticar natação duas vezes por semana.

O jovem lateral conta que sente orgulho por contar com o apoio da família, que o acompanha em quase todos os jogos. Seu maior sonho é chegar ao profissional por qualquer clube: “mas, se pudesse escolher, escolheria o Real Madrid”, disse ele. 

Com cinco títulos na história do Moleque Bom de Bola, o time do Recriarte, da diretora Rita Servelin, busca o sexto título. Considerando a estreita faixa etária de participação, o técnico da equipe, professor Gilvan Meireles, deu a receita para manter o time competitivo por tantos anos seguidos. “Usamos um ciclo de trocas usando os mais novos, integrando-os aos treinamentos, obediência tática e entendimento do jogo. Neste ano, estamos usando oito atletas abaixo do limite máximo, quatro de onze anos, dói de doze e três de treze, isso porque, além da troca natural, afastamos quatro atletas por indisciplina. Nosso colégio sempre cobra disciplina.

O Colégio Recriarte venceu a Escola José Marcolino Eckert, de Pinhalzinho, por 2 a 0 e lidera a chave A, com quatro pontos. Na sexta-feira (1), acontece a última rodada da primeira fase, da qual se classificam dois times por chave para as quartas de final, que ocorrem no sábado pela manhã.

A programação e resultados são publicados em boletins diários no site oficial da Fesporte (clique aqui para acessar). O Moleque Bom de Bola é um evento promovido pelo Governo de Santa Catarina – @governosc – e realizado por intermédio da Fesporte, em parceria com o Município de Antônio Carlos.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Lido 1743 vezes Última modificação em Sexta, 01 Novembro 2019 12:43

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