Heron Queiroz

A Assessoria de Comunicação e os três setores esportivos (rendimento, escolar e de participação) da Fesporte reuniram-se para publicar o conjunto de ações da instituição, a fim de esclarecer à comunidade esportiva catarinense, veículos de comunicação e público em geral acerca do planejamento e propostas apresentadas para um possível retorno às competições esportivas.

O material traz estatísticas quanto a orçamento, impacto financeiro, participações e acesso de público baseado nos eventos realizados em 2019, além das propostas de calendário para o ano de 2020 e a explicação detalhada da formatação dos eventos em decorrência da crise gerada pela pandemia da Covid-19.

Confira o vídeo

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Desde o ano de 2019, a Fesporte e a Federação Catarinense de Desporto Universitário (FCDU) têm estreitado relações que levaram à parceria para a realização dos Jogos Universitários de Santa Catarina (Jucs), bem como na participação da delegação do estado nos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs).

O presidente da FCDU, Manoel Rebelo, buscou a Fesporte para tratar da manutenção dos eventos no calendário da instituição, em conformidade com as linhas de ações que forem definidas em decorrência da crise gerada pela pandemia da Covid-19. Para 2020, os Jucs estão previstos para a cidade de Lages, e os Jubs, para Brasília.

                                         Manoel Rebelo (E) Rui Godinho (D) firmaram parceria entre FCDU e Fesporte                                 Foto: divulgação

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho da Mota, os eventos continuam mantidos no calendário. “Trata-se de um evento cuja execução cabe à FCDU, tendo a Fesporte como parceira. Em decorrência disso, o evento não consta nas formatações de calendário apresentadas. Nosso compromisso, todavia, fica mantido, com a dependência de ajustes de data definidos pelas duas entidades, assim que possível”, explicou Godinho.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A diretoria da Fesporte definiu propostas de formatação de competições e datas para encaminhar ao governador do Estado e ao Conselho Estadual de Esporte para uma análise conjunta para o calendário esportivo 2020.

O mundo inteiro tem passado por uma crise sanitária e econômica como jamais vista, em decorrência da doença do novo coronavírus (Covid-19). As expectativas e as incertezas coabitam com a maior parte pessoas presas em seus lares em grande parte dos países. Esse cenário não é diferente em Santa Catarina e, em especial, para a comunidade esportiva catarinense.

A Fesporte, como órgão gestor do esporte amador de Santa Catarina, tendo o compromisso de fazer cumprir as políticas públicas esportivas do Estado, tem buscado soluções para minimizar ao máximo os impactos permeados pelas questões sanitárias e econômicas nas atividades esportivas, sobretudo em relação ao calendário da instituição para este ano de 2020.

Desde janeiro os setores técnicos (rendimento, escolar e de participação) juntamente com o administrativo, têm se reunido para a definição do calendário 2020, sobretudo a partir do regime de quarentena. Mesmo em sistema de trabalho remoto, a equipe Fesporte tem trabalhado ao máximo para manter o calendário e contemplar ao máximo a comunidade esportiva.

Confira o que disse o presidente Rui Godinho

Diante do atual quadro de crise, a Fesporte considerou três possibilidades para retorno com base nas quais definiu três respectivas formatações. A primeira prevê início das competições entre os dias 1º de julho e 5 de dezembro, concretizando as competições de dez programas esportivos (Jesc 12-14, Jesc 15-17, Olesc, Joguinhos Abertos, Jasc, Festival Dança Catarina, Moleque Bom de Bola, Parajasc, Parajesc e Jasti). A segunda considera a realização de sete programas (Jesc 12-14, Olesc, Joguinhos, Moleque Bom de Bola Parajasc e Festival Dança Catarina) no período a contar de 2 de agosto a 15 de dezembro. Já a terceira dispõe a realização de quatro programas (Olesc, Joguinhos Abertos, Moleque Bom de Bola e Jasc), de 1º de setembro a 18 de dezembro.

A previsão é que um total aproximado a 3 mil atletas participem da etapa estadual dos jogos, previstos para uma sede única, ainda a se definir. Há três locais, ainda não divulgados, sendo analisados. A proposta com os três formatos será encaminhada ao Conselho Estadual de Esporte e ao Governador do Estado para análise e os encaminhamentos necessários.

Segundo o presidente Rui Godinho, o orçamento estaria abaixo de 50% da previsão e não seriam usados recursos orçamentários do Estado, mas da fonte 229, da Caixa Econômica Federal. “O esporte catarinense perde muito com a pandemia. Sabemos das limitações, mas temos buscado da melhor forma impactar o mínimo possível para atletas, técnicos e projetos esportivos municipais”, destacou Godinho.

O presidente da Fesporte ainda apresentou alguns números estatísticos do esporte catarinense. “São atendidos 295 municípios catarinenses com nossas competições, em 12 programas esportivos, os quais geram 265 eventos e totalizam cerca de 300 mil atletas anualmente. O Estado investe cerca de R$ 27 milhões e obtém mídia espontânea equivalente a cerca de R$ 70 milhões e um impacto de 30 milhões nas redes sociais. Os eventos geram para as sedes uma arrecadação de R$ 84 milhões”, detalhou.

Godinho ainda relata que além manter alguma arrecadação e ativar o mercado, especialmente o esportivo, outros benefícios serão mantidos com a realização dos eventos, como a continuidade dos programas de bolsa-atleta, dos incentivos municipais e dos convênios com clubes e associações.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

 

Mãe atleta: a história de quatro mulheres que conciliam a vida esportiva com a maternidade

Por Kamila Melo

O esporte carrega histórias de superação, de paixão e de conquista. Ao longo da carreira esportiva, o atleta precisa encarar diversos desafios – que podem ou não ser previstos. Diante do inesperado, existe foco, treinamento e, sobretudo, amor pela modalidade. Mas, há uma experiência que só as atletas mulheres passam: a maternidade. Para quem faz parte do alto rendimento, buscar o limite físico é o foco diário e, com um bebê no ventre, as metas mudam. É hora de desacelerar. Como mãe de primeira viagem, a carateca Márcia Marcos aprendeu essa lição logo nas primeiras semanas da gestação. “Fui jogar taco na praia e senti muita dor. Fui para o hospital e foi quase um aborto”, relembra.

Depois do episódio, a atleta pouco se jogou para outras aventuras, no entanto, não deixou o exercício físico de lado e continuou nos tatames. “Fazia golpes sem ficar pulando, aquele saltitar necessário no kumite”, descreve. Até que chegou o momento de Nícolas de Souza dar o primeiro suspiro. Como o parto foi normal, aos quatro meses de vida, o pequeno já assistia na torcida a mãe com o quimono branco competindo os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). E que alegria ver que o filho herdou da família o talento para o esporte. Seguindo os “golpes” dos pais, hoje, pai, mãe e filho representam Tubarão em diversas competições nacionais e internacionais.

E não é preciso ir muito longe da Cidade Azul para encontrar outras “super” mamães. Na Arena Multiuso, fim de 2019, quando o futsal feminino tubaronense conquistou o campeonato da Associação Desportiva do Sul de Santa Catarina (Adesc), a jogadora Juliane Vieira se destacou. Não só pelas habilidades. Na hora de receber a premiação, enquanto a taça estava na mão direita, no colo da esquerda, havia outro prêmio daquele ano: o filho Vinícius Wernke. Com um sorriso no rosto, a atleta tem orgulho pela trajetória que traça dia após dia. “Ser mãe atleta é ter a sensação de superação sempre. Não é fácil ser atleta mulher e ainda mãe. Mas, quando a gente ama o esporte nós damos um jeito”, ensina.

Ju já era atleta antes de dar à luz o pequeno, que hoje tem 1 aninho. Mesmo com o apoio da família para cuidar do bebê, ela revela o preconceito mascarado que ainda permeia na sociedade. “Além de ser boa mãe, tem que ser boa profissional, esposa. Mesmo dando conta de tudo, as pessoas falam: ‘você não faz mais do que sua obrigação’”, relata. Segundo o estudo gringo “Beyond 30 per cent: Workplace Culture in Sport”, da tradução "Além dos 30%: A cultura do local de trabalho no esporte", em torno de 40% das mulheres na indústria do esporte já sofreram algum tipo de discriminação de gênero. Por isso, a jogadora deixa um lembrete para as atletas que sentem medo em ser mãe: “sigam seus sonhos de serem mamães, o amor por um filho é algo inexplicável e com força de vontade, você volta ao ritmo da prática de atividade física e concilia com uma das maiores dádivas da vida: ser mãe”.

Jogadora Juliane Vieira e seu filho Vinícius Wernke                                                                                              Foto: Kamila Melo/Decom

De campeã dos 100 metros rasos para outra vitória: ser mãe

Quando reportamos o medo de ficar grávida durante a carreira esportiva, há outro questionamento: existe idade para ser mãe? É uma pergunta que envolve questões culturais e não cabe a ninguém julgar qual o momento certo de gerar uma vida. É o que diz Tayra de Lima, velocista do atletismo tubaronense que teve seu primeiro filho aos 20 anos de idade. Se em 2018 o sorriso era de ser campeã dos 100 e 200 metros dos Joguinhos Abertos, em 2019 poderia comemorar com alegria a vinda de Otto Junior. “Foi uma felicidade total. Antes de ser atleta meu sonho era ser mãe. Foi o que eu escolhi pra mim. Saberia que seria forte o suficiente para conciliar a maternidade com o esporte naquele momento, por que eu estava pronta pra viver isso”, completa.

Hoje, Otto tem 7 meses de vida e Tayra já conseguiu voltar aos treinos normalmente. “Por enquanto está sendo tranquilo, pois no período que treino ele fica com o pai. Assim consigo treinar tranquila. Com certeza é bem cansativo, mas tá sendo incrível viver essa nova fase”, afirma a atleta. Ela não pretende trabalhar no momento, quer se dedicar somente ao pequeno e ao atletismo, pois consegue se manter em boas condições com o apoio da Prefeitura de Tubarão, por meio da Fundação Municipal de Esporte, com o Bolsa-Atleta.

Ser mãe paratleta

O paradesporto também ganha vez no Dia das Mães. Diferente das demais, Rosane Floriano começou no esporte de alto rendimento mais tarde, com 40 anos de idade, e foi um salto para sua vida. Dos 100 metros aos 21 quilômetros, ela não pensa em largar as corridas tão cedo, mas demorou para encará-las. É aí que o filho Raul Floriano ganha destaque, atleta de natação em Tubarão. Quando a mãe o levava todos os dias para treinar no Clube 29, costumava relatar diversas vezes sobre a vontade em começar a correr. Foi assim durante um ano. Até o dia que o filho resolveu motivá-la. “Nunca esqueço. Ele fez várias perguntas, um verdadeiro “chacoalhão”. Então eu resolvi agir”, conta a paratleta, que tem um braço amputado desde criança, após o bercinho ter pegado fogo.

Agora, graças ao filho, ela é exemplo de superação para muitos. Só em 2019, foi campeã dos 100, 200 e 400 metros no atletismo dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). Além de Raul, que tem 17 anos, ela também é mãe do Arthur, de 22 anos. “Talvez eu não tenha procurado um esporte mais cedo, por ter que cuidar deles”, declara. Quando perguntada sobre como é ser mãe paratleta, ela não hesita em falar. “Eu tenho minha deficiência, mas sempre consegui me virar sozinha. Hoje sendo mãe e paratleta, sinto que eles têm orgulho de mim”, finaliza.

A Fesporte e toda a comunidade esportiva catarinense lamentam o falecimento do técnico e atleta de bolão 23 de Chapecó Celso de Sá, nesta sexta-feira (1º). Vitimado de câncer, aos 57 anos de idade, deixa esposa e três filhos. 

Celso era apaixonado por esporte, em especial pelo bolão 23, modalidade que começou a praticar em 1993, em Xanxerê, sua cidade natal. Em 2003, mudou-se para Chapecó, município que defendeu nos Jogos Abertos ajudando a conquistar seis títulos na modalidade, dentre os quais o de 2016, primeiro ano atuando também como técnico. Além dos títulos nos Jasc, Celso somava ainda cinco títulos pelo Brasileiro de Clubes e sete estaduais.

Aposentado da Celesc e proprietário da Iron Academia, Sá foi um importante nome na história do esporte de Chapecó e do estado de Santa Catarina.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Perdeu a live sobre o preencimento do formulário do projeto de pesquisa “Governança e Estrutura no Esporte Catarinense”? Assista aqui.

Fesporte e Inteligência Esportiva realizaram na tarde desta quinta-feira (30) uma capacitação on-line visando auxiliar gestores municipais de esporte quanto ao preenchimento do formulário sobre o projeto de pesquisa “Governança e Estrutura no Esporte Catarinense”.

Ministrado pela professora Sabrina Furtado, pesquisadora do Inteligência Esportiva, e mediado pela Gerente de Políticas Públicas e Projetos Esportivos da Fesporte, Aline Floss, a capacitação  levou aos gestores municipais de esporte conhecimentos sobre o projeto e, especialmente, para o preenchimento do formulário. Dirigentes e outros profissionais do esporte puderam tirar suas dúvidas durante a transmissão ao vivo.

O projeto, que já está sendo aplicado em outros estados brasileiros, tem por objetivo produzir, aglutinar, sistematizar e difundir informações sobre o esporte, além de analisar as políticas públicas para o setor.

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, é fundamental participação de todos os municípios no projeto. “Só podemos ter um diagnóstico amplo e integral do esporte catarinense, de seu processo de desenvolvimento e de suas necessidades se tivermos uma participação maciça dos municípios de nosso estado”, disse ele.

Confira o vídeo

 

Além do vídeo, os gestores municipais de esporte também terão disponível no Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte um tutorial sobre todo o preenchimento. A gerência de Políticas Públicas e Projetos Esportivos da Fesporte permanece à disposição pelo telefone 48 98802 6938 para mais informações.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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