Heron Queiroz

Que os eventos esportivos escolares têm revelado importantes nomes para o esporte brasileiro, não é novidade para ninguém, muito menos para as federações e clubes que cada vez mais buscam grandes promessas nas bases esportivas. E essa é uma realidade também para a ginástica rítmica. Por isso, a pedido do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), a ex-ginasta e atual auxiliar técnica e coreógrafa da seleção brasileira de ginástica rítmica, Bruna Martins, está em Blumenau para observar as competidoras dos Jogos Escolares da Juventude.

Bruna terá até sábado para observar as 101 atletas (67 entre 12 a 14 anos e 34 entre 15 a 17). O encaminhamento dos nomes à CBG possibilita uma futura integração à seleção ou participação em eventos nacionais. Esse futuro pode ser muito próximo para algumas delas, já que a idade mínima para a seleção é de 16 anos. Em meio a papéis cheios de anotações, Bruna Martins falou com a Fesporte, logo após as apresentações desta quarta-feira (27), no ginásio Galegão, onde está acontecendo a modalidade. “A competição é de extrema importância porque permite que a gente detecte os novos talentos e futuros grandes atletas  do nosso país”, observou Bruna, destacando a presença de duas catarinenses titulares na seleção brasileira de ginástica rítmica de conjuntos: Beatriz Linhares, de Florianópolis, e Maiara Candido, de Blumenau.

Bruna Martins veio a Blumenau para os JEJ como olheira da CBG e do COB                                                                                       Foto: Heron Queiroz

Apesar de paranaense de Londrina, Bruna Martins tem uma história ligada a Santa Catarina e ao esporte. É que ela é filha do jogador Moacir, meia que atuou nos anos 60 e 70 no Avaí e no Figueirense. Moacir Rosa Filho, falecido em 2014, foi considerado por Pelé como o príncipe do futebol. No início dos anos 80, foi atuar no Londrina e conheceu a primeira ginasta da cidade, Dalva Rosa, com quem se casou.

Santa Catarina terminou o dia em primeiro lugar na categoria de 12 a 14 anos e em segundo na de 15 a 17. A programação de quinta-feira (28) segue no mesmo formato deste primeiro dia, porém alternando aparelho. A categoria 12 a 14 compete com aparelhos maça e corda. As ginastas que se apresentaram com corda, voltam a se apresentar com maça e vice-versa. O mesmo acontece com a categoria de 15 a 17 anos, que compete com bola e maça. Classificam-se os oito melhores, com duas ginastas de cada estado para as finais, que acontecem na sexta-feira (29).

Confira a pontuação por atletas neste primeiro dia de ginástica rítmica

12 a 14 anos

Nathalia Nogueira – 12.250

Tayna Martins Ramos – 11.850

Amanda Picoli Mafacioli – 13.400

Nicole Rossinsk Hames – 13.000

15 a 17 anos

Ana Caroline Sandrine Souza – 15.250

Luana Franceschi de Souza – 13.000

Os Jogos Escolares da Juventude são um evento promovido pelo Comitê olímpico do Brasil, em parceria com o estado de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, e com a Prefeitura Municipal de Blumenau.

 

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Os Jogos Escolares da Juventude chegam ao último bloco em Blumenau. De 27 a 29 de novembro, seis modalidades concluirão a edição de 2019. Ciclismo, ginástica rítmica, natação, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez serão o centro das emoções nos últimos dias de competições.

Atletas catarinenses terão oportunidade de brigar por medalhas, que, até o momento, somam-se 38 (13 de ouro, 11 de prata e 14 de bronze). A expectativa é de que esse número aumente até o final, em especial com a natação, tênis de mesa e ginástica rítmica; mas há atletas que têm se destacado nas outras modalidades, como o ciclista Vinícius Memlak, da EEB João Guimarães Rosa, de Imbituba.

A reta final dos JEJ 2019 promete grandes disputas, com a presença da mesatenista Giulia Takahashi, 14 anos, de São Paulo. Ela é uma das vencedoras do Prêmio Brasil Olímpico de 2018 na categoria “atleta escolar”. Chega para o evento credenciada como uma das favoritas, depois de conquistar três medalhas de ouro na edição do ano passado, em Natal (RN). 

O vôlei de praia também contará com uma forte presença na competição, a sergipana Ágatha Bianca, 16 anos. Ela buscará o bicampeonato nas areias do parque Ramiro Ruediger. Além disso, ela tem uma ligação com a embaixadora dos JEJ, Duda Lisboa, que também estará presente em Blumenau. É que Ágatha treina na academia de Cida Lisboa, mãe de Duda.

Além de Duda, a cidade-sede também receberá outros embaixadores: a ginasta Natália Gaudio, medalhista pan-americana; a mesatenista Mariany Nonaka, atleta olímpica; e o ciclista Murilo Fischer, que já participou da Volta da França.

As atividades lúdicas no Centro de Convivência serão comandadas pelos professores e influenciadores digitais Rodrigo Sacramento (matemática) e Silvio Predis (química). No espaço que era ocupado pelo basquete 3x3, profissionais do caratê estão à disposição de alunos e visitantes para diversas clínicas esportivas.

Blumenau conta ainda com a presença da delegação japonesa, entre nadadores, treinadores e oficiais, totalizando 22 integrantes, oriundos das cidades que serão base de aclimatação do Time Brasil em Tóquio 2020: Chuo, Hamamatsu, Sagamihara, Saitama e Ota. Mas a presença de japoneses não é novidade nos JEJ. Desde 2017, eles participam dos Jogos Escolares desde 2017, a convite do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Outro grupo presente na terra da Oktoberfest é o de observadores técnicos para buscar novos talentos para o esporte nacional. Entre eles estão Bruna Martins (CBG), Fernando Fermino (CBC) e a dupla Robson Xavier e Marcelo Carvalhaes (CBV).

Muitos atletas do alto rendimento brasileiro tiveram passagem pelos Jogos Escolares da Juventude, a exemplo das judocas Sarah Menezes (campeã olímpica) e Mayra Aguiar (campeã mundial), além do mesa-tenista Hugo Calderano, do nadador Etiene Medeiros, do jogador de basquete Raulzinho e de Paulo André, do atletismo. 

Os Jogos Escolares da Juventude são uma realização do Comitê Olímpico do Brasil (COB), com o apoio da Prefeitura de Blumenau e do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Fonte: COB

A participação de Santa Catarina nas Paralimpíadas Escolares 2019 não apenas manteve o estado como o segundo melhor da competição, como tem acontecido nos últimos quatro anos, mas também reflete um significativo aproveitamento, que se aproxima mais da maior potência atual do evento, que é São Paulo.

Nas bagagens catarinenses, 125 medalhas: 78 de ouro, 31 de prata e 16 de bronze. A modalidade com mais medalhas para Santa Catarina foi a natação, com 50 medalhas (38 de ouro, 16 de prata e 6 de bronze. Um dos destaques da modalidade foi a nadadora Catarina Martins Machado. Ela não foi só foi ouro nas cinco provas que competiu, como bateu recorde em todas elas. Segundo o técnico Júlio Pistarini, apesar de ter conquistado uma medalha a mais na edição de 2018 (51 contra 50 deste ano), a natação de Santa Catarina cresceu cerca de 20%, já que no ouro são 38 em 2019 e 23 em 2018.

Além da natação, bocha e o golbol trouxeram uma medalha de ouro cada; o judô, três de ouro e duas de bronze; o badminton, uma de prata e uma de bronze; o tênis de mesa, sete de ouro, uma de prata e uma de bronze; o tênis em cadeira de rodas, duas de prata; o vôlei sentado, uma de bronze; e o atletismo, que foi a segunda modalidade com maior conquista de medalhas para o estaco, com 28 de ouro, 14 de prata e sete de bronze. 

Golbol feminino fez a festa com título inédito

Reuniões diárias envolvendo técnicos e auxiliares de cada uma das modalidades ao fim de cada dia de competição buscavam analisar e motivar a participação catarinense. A comissão técnica avaliou como bastante positivo o resultado da competição para o estado. Num paralelo com o desempenho dos anos anteriores, a delegação barriga-verde tem mostrado um número crescente, tanto na composição da delegação quanto na conquista de medalhas e de pontos.

Em número de participantes, a delegação cresceu de 92 para 112 atletas. No total de medalhas, foi de 94 para 125, e a pontuação de 444 para 465. Em 2017, foi de 341. “O paradesporto de Santa Catarina está de parabéns. Isso é fruto do trabalho e do comprometimento de profissionais abnegados, que não medem esforços para o desenvolvimento do paradesporto e para o processo de inclusão, e dos atletas que se dedicam dia a dia para atingirem seus objetivos e representar muito bem nosso estado”, disse o chefe da delegação catarinense, Luiz Fernando Bezerra.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Pela quarta vez seguida, Santa Catarina conquista o vice-campeonato nas Paralimpíadas Escolares realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Os catarinenses somaram 465,5, ficando atrás somente dos paulistas, com 583 pontos, e à frente dos brasilienses.

As competições aconteceram entre os dias 20 e 22 de novembro, envolvendo mais de 1.200 atletas, nesta que foi considerada a maior das 13 edições já realizadas.  A premiação foi entregue na noite desta sexta-feira (22) no Parque de Exposições Anhembi, na capital paulista.

Nos títulos gerais por modalidade, Santa Catarina ergueu o troféu de campeão no tênis de mesa. Já a do golbol feminino levantou o troféu de campeão e no geral da modalidade foi também vice, mesma posição que fechou no tênis em cadeira de rodas, no atletismo e na natação. Já no vôlei sentado, SC conquistou o bronze.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

                                                                        

A prática esportiva cada vez mais se mostra uma importante ferramenta de inclusão social, sobretudo quando se trata de paradesporto, uma área ainda muito recente no Brasil e que carece muito de apoio dos mais diversos setores da sociedade. Mas, passo a passo, valores vão se descobrindo e motivando o surgimento de novos atletas. E não precisa percorrer um caminho muito longo para começar a colher frutos de investimento e dedicação à vida esportiva.

Exemplos disso são Caroline e Mychael (pronuncia-se Micael), dois jovens de 15 anos, que foram descobertos por professores e um fisioterapeuta e vêm construindo história ainda muito recentes, porém já cheias de vitórias, superação, medalhas e muito orgulho.

Ambos possuem bastantes semelhanças, e uma delas é o fato de que, embora não seja a primeira edição de que participam e de que já tivessem conquistado medalhas, ainda não haviam estabelecido uma nova marca na competição. Desta vez, ambos estabeleceram novos recordes. Não uma, nem duas, mas três vezes cada um.

Caroline Gomes de Castro é natural de Bela Vista, no Paraná, mas vive em Balneário Camboriú desde o três anos de idade. Portadora de deficiência física superior e inferior do lado direito, compete na classe T37, nas provas de 100m, 200m e salto em distância. É a quarta edição de que ela participa e já soma 12 medalhas: sete de ouro e cinco de prata.

Ela começou no paradesporto aos 11 anos de idade, por iniciativa do fisioterapeuta Marcos Miranda, que observou o potencial da menina para o esporte e o quanto isso lhe traria desenvolvimento físico e psicológico. Carol é atualmente a primeira do ranking estadual na categoria e classe, nas provas de 100m, 200m e salto em distância, e no nacional, nas provas de de 75m, 250m e salto em distância. Ela já compete na categoria adulta também. Nos Parajasc deste ano, fez sua melhor marca nos 100m rasos e a segunda melhor da competição, com 15s90.

Caroline Gomes de Castro salta para a conquista de mais um ouro e de uma nova marca na prova                                       Foto: Heron Queiroz

Mychael Teixeira da Silva, natural de Joinville, é portador de paralisia cerebral. Está participando pela segunda vez das Paralimpíadas Escolares e já soma três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Assim como Caroline, Mychael também já passou a competir também na categoria adulta.

Ele conta que começou a prática do esporte em 2019, ainda com oito anos de idade, num projeto do RCD, quando conheceu a professora Rosecler Ravache, que lhe apresentou a escolinha de esportes do Centro Esportivo para pessoas Especiais (Cepe). Aos 13 anos, decidiu treinar atletismo, e já desponta como uma das promessas catarinenses no paradesporto.

Mychael Teixeira Silva cruza a linha de chegada e garante mais uma medalha e uma nova marca na competição                         Foto: Heron Queiroz

“Não desista de seus pequenos objetivos, porque com fé eles se tornarão sonhos realizados”, disse Mychael aos jovens atletas, em reportagem à Fesporte, logo depois da conquista de sua terceira medalha e novo recorde na competição. Carol e Mychael são apenas dois exemplos de atletas do paradesporto nos quais se plantaram sonhos para colher realizações.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A delegação catarinense já chega a 74 medalhas na 13ª edição das Paralimpíadas Escolares, realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista, nesta quinta-feira (22). A expectativa de técnicos e dirigentes é que Santa Catarina possa repetir o feito dos últimos anos, brigando pelo vice-campeonato, já que São Paulo está a um passo do oitavo título.

Apesar de os boletins diários não divulgarem a pontuação geral, a fim de que se mantenha o clima de surpresa para a cerimônia de encerramento, a delegação catarinense vai fazendo as contas, à medida que as disputas acontecem e medalhas e pontos são conquistados.

Neste penúltimo dia, os barrigas-verde conquistaram 38 medalhas: 20 de ouro, 11 de prata e sete de bronze. Agora são totalizadas 74 medalhas para Santa Catarina: 48 de ouro, 25 de prata e 12 de bronze.

No atletismo, foram mais nove medalhas de ouro, seis de prata e duas de bronze. Na modalidade, agora são 39 medalhas: 21 de ouro, 13 de prata e cinco de bronze, totalizando 566 pontos, que mantém os catarinenses na segunda posição.  Mais oito recordes foram quebrados por atletas catarinenses, que somam 13 novas marcas na competição. 

A natação deu mais oito de ouro, quatro de prata e quatro de bronze. Os catarinenses agora totalizam 34 medalhas: 22 de ouro, 11 de prata e cinco de bronze. Além disso, estabeleceram três novas marcas, chegando a oito recordes estabelecidos por Santa Catarina nesta edição.

O tênis de mesa catarinense obteve três de ouro e uma de prata. A avaliação dos técnicos da modalidade é que Santa Catarina fique com o título de campeão da modalidade, já que vem liderando a competição.

O judô, que tinha dado quatro medalhas ao estado, fez mais um bronze no absoluto, com Josué Miranda, que havia sido ouro na categoria leve na última quarta. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já abriu a participação dos campeões para treinamento com a seleção brasileira de judô.

No vôlei sentado, em que Santa Catarina ganhou apenas uma das cinco partidas, ainda há chances de conquista de bronze. Para isso, terá de vencer duas das três partidas que serão disputadas neste último dia de competição. 

No golbol, não há chances para os rapazes, mas as meninas fazem a final contra o time de São Paulo, às 14h40min. Apesar de terem sido derrotadas pelas paulistas na primeira fase, os técnicos acreditam na superação da equipe, já que vem evoluindo a cada jogo.

Na bocha paralímpica, apenas dois atletas seguem na briga por título: Emanuel Santos, da classe BC1 A, e Daniele Zinck, da BC1 B. E no futebol de 7, Santa Catarina disputará com o bronze contra a equipe do Pará, às 8h30min. E no tênis em cadeira de rodas, os catarinenses César Silva e Paulo Henrique tentarão trazer o título para o estado.

No parabadminton, Leonardo França e Gustavo Castanha vão se dando bem. Passaram pelos adversários e devem trazer medalhas para Santa Catarina. Já no basquete em cadeira de rodas, os catarinenses não almejam mais nada na competição, mas, segundo a técnica Ana Teixeira, a equipe evoluiu em relação ao ano passado.  

O encerramento das Paralimpíadas Escolares 2019 acontecerá no Parque de Exposições Ainhembi, na noite de sexta-feira (22). Segundo o chefe da delegação, Luiz Fernando Bezerra, a expectativa é estar no pódio, ocupando, possivelmente a posição de vice-campeão.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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