Ciclista Natália Radatz, de Indaial, partiu na madrugada desta quinta-feira (11) para o desafio de 300 km de pedalada, em 24 horas, por nove municípios do Valeu Europeu, para arrecadar auxílio financeiro ao Hospital Beatriz Ramos e ao Projeto "Ame sem Fronteiras".
O esporte cada vez mais tem se mostrado à sociedade como um elemento importante em ações de superação e de demonstração de empatia e altruísmo, em especial num período de distanciamento social e de incertezas como este decorrente da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. E foi isso que levou a ciclista de montainbike, Natália Radatz, a lançar o desafio de percorrer 300 km para promover ajuda ao Hospital Beatriz Ramos, de Indaial, e ao projeto “Ame sem Fronteiras”.
A atleta catarinense, de 23 anos, e natural de Indaial, cidade que representou nas três últimas edições dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Mas o desafio agora é outro, e o adversário é bem diferente. Natália terá pela frente 24 horas de pedalada, passando por nove municípios da região do Vale Europeu, em Santa Catarina. Partindo de Indaial, no Hospital Beatriz Ramos, às 4 horas da madrugada desta quinta-feira (11), sob chuva, tendo pela frente um percurso de 300 km, pelos municípios de Apiúna, Rio dos Cedros, Benedito Novo, Timbó, Pomerode, Rodeio e Doutor Pedrinho.
“Quero mostrar as pessoas os caminhos do nosso Vale Europeu. Vou contar com toda a estrutura durante o trajeto. Assim todos poderão acompanhar meu desempenho e ajudar importantes instituições”, disse Natália. A transmissão está sendo feita pelos perfis da ciclista nas redes sociais: Facebook e Instagram (@nataliaradatz).
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
Faleceu, na última quarta-feira (3), o desportista Ademar Bittencourt, mais conhecido como Índio. Aos 72 anos, ele estava internado havia cerca de um mês no hospital Santa Terezinha (HUST), tendo sido diagnosticado com câncer há cerca de quatro anos.
Índio foi o maior multicampeão de Joaçaba nos Jogos Abertos: futsal 1979 (1882 e 1985), bocha masculino (1988 e 1989) e técnico de bolão 23 feminino (1996). Além disso, foi presidente da comissão organizadora dos JASC de 1998 e 2006, em Joaçaba.
Além do esporte, índio também era envolvido com a cultura joaçabense, em especial a carnavalesca, uma das mais expressivas do estado, tendo sido presidente da Liesjho (Liga Independente de Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d’Oeste.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
Enquanto os Jasti (Jogos Abertos da Terceira Idade) não acontecem, atletas veteranos ficam na expectativa, à espera de uma nova edição para buscar títulos e vão exibindo seu melhor momento na terceira idade.
É o caso dos atletas de voleibol Jackson Ayres Nuerberg (66) e Adilson Mello (65), conhecidos como Jack e Didi, ou ainda Jacksauro e Didipower, que foram peças importantes na conquista do vôlei masculino na última edição dos Jasti, quebrando a hegemonia de três títulos da equipe de Treze Tílias.
Jack contou que inicialmente a experiência nos Jasti seria apenas para aquela edição, mas ele gostou tanto que resolveu ficar permanentemente na equipe. Acompanhado na decisão por Didi, garante que Florianópolis terá uma equipe bastante forte para a próxima edição dos Jasti, que aconteceria em abril, em Criciúma, e em decorrência do Covid-19, pode acontecer em dezembro, conforme proposta de calendário apresentada pela Fesporte.
Tamanha ansiedade não é por menos. É que competições máster no Brasil vão se intensificando cada vez mais, e nossos atletas se qualificando. Depois da conquista do vôlei nos Jasti, Jack e Didi trouxeram títulos inéditos para Santa Catarina no vôlei de praia máster. Foram campeões nas duplas e nos quartetos do Brasileiro de Saquarema, no Rio de Janeiro. Repetiram a dose na Copa Sudeste, no Espírito Santo, nas categorias acima de 59 e acima de 63 anos.

Jack e Didi trazem títulos inéditos para SC no Brasileiro de Vôlei de Praia Máster
Agora a dupla se prepara para participar do Campeonato Pan-Americano de Vôlei Máster, prevista para acontecer ainda este ano, na capital fluminense. Classificada, a dupla corre atrás de patrocínio para bancar os custos, e se mostra cada vez mais disposta a não dar chances aos concorrentes no vôlei de quadra dos Jasti.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) publicou, na última segunda-feira (1º), a medida de cancelamento das Paralimpíadas Escolares 2020, em decorrência da pandemia de Covid-19. O evento estava programado para o período de 23 a 28 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Neste ano, chegaria à sua 14ª edição, número de ordem que ficará para 2021.
A competição reúne anualmente cerca de 1.200 atletas com deficiência física, intelectual ou visual, de 12 a 17 anos, de todo o país. Santa Catarina, atual vice-campeã da competição, tem-se mostrado uma das principais forças do paradesporto escolar brasileiro. A primeira edição do evento aconteceu em 2006, ainda com a denominação Paralímpicos do Futuro, da qual Santa Catarina foi campeã em 2007. A partir de 2009, com nova formatação, passou a se chamar Paralimpíadas Escolares. Em 2014, os catarinenses voltaram a erguer o maior troféu da competição. Em 2016, com a inauguração do CT Paralímpico, em São Paulo, a capital paulista passou a ser sede permanente do evento.
Para o gerente de esporte de participação da Fesporte, Luiz Fernando Bezerra, o CBP tomou uma decisão acertada. “É bastante sensata a medida tomada pelo CPB. O mais importante é a saúde. É um evento que envolve atletas com deficiência. Muitos deles dependem técnicos e acompanhantes para o dia a dia, além da competição propriamente, e entendemos como uma ação importante de proteção às delegações, sobretudo porque São Paulo ainda é o epicentro do Covid-19 no Brasil. Ficamos tristes porque temos muitos atletas de ponta que poderão estar estourando a idade e não poderão participar no próximo ano. Atletas deficientes em idade escolar sonham em participar das Paralimpíadas Escolares. Para muitos, estar lá já é um troféu, mas entendemos que não podemos arriscar vidas”, disse Bezerra.
Em 2019, durante a 13ª edição, Bezerra e o presidente da Fesporte, Rui Godinho, reuniram-se com vice-presidente do CPB, Ivanildo Brandão, a quem manifestaram o interesse em Santa Catarina sediar as Paralimpíadas Escolares, uma vez que o evento voltaria a ter sede itinerante. É possível, portanto, que a conversa seja retomada para o próximo ano, e Santa Catarina possa ser sede em 2021.

Bezerra (E) e Godinho (C) e Brandão (D) conversaram sobre a possibilidade de SC sediar Paralimpíadas Escolares (Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte)
O Centro de Treinamento Paralímpico permanece fechado para atividades esportivas por tempo indeterminado, e a Diretoria Técnica do CPB avalia os impactos da mudança do calendário.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
O presidente Rui Godinho da Mota recebeu, na manhã desta terça-feira (2), na sede da Fesporte, o presidente da Federação Catarinense de Judô (FCJ), Moisés Penso. A visita teve como principal objetivo a proposta de realização de seletivas estaduais abertas da modalidade para a definição dos 16 atletas por categoria classificados para a etapa estadual de cada um dos eventos poliesportivos promovidos pelo Governo do Estado: Jogos Abertos, Joguinhos Abertos, Olimpíada Estudantil e Jogos Escolares de Santa Catarina.
Godinho já havia proposto essa fórmula de redução para 16 participantes por categoria ainda no mês de abril, devendo-se aplicar a praticamente todas as modalidades individuais. A questão maior envolve a forma de classificação, uma vez que as questões epidemiológicas deixam o quadro de distanciamento social ainda indefinido. Em vista disso, Penso propôs uma grande seletiva aberta, organizada pela FCJ em parceria com a Fesporte. A seletiva deverá contar com atletas dos grandes eventos. São 16 categorias nos Jesc (em cada uma das duas faixas etárias: 12 a 14 e 15 a 17 anos) e nos Joguinhos, 14 nos Jasc e 18 na Olesc.
“Essa é uma forma de contribuirmos com o esporte catarinense. Manter o calendário ativo é importante para a manutenção de bolsa-atleta e bolsa-técnico”, destacou Penso. Godinho observou que o esporte de Santa Catarina está na vanguarda. “Estamos tentando fazer com que o esporte volte o quanto antes, mas com toda a segurança necessária, preservando a saúde dos atletas, técnicos e demais envolvidos”, disse ele.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
A Fesporte e o Núcleo de Estudos em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Nepegem/Udesc) assinaram na sexta-feira (22) um termo de cooperação acadêmica e científica visando ao fortalecimento das pesquisas sobre o esporte catarinense em desenvolvimento pela Fesporte e o Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (Ipie). A publicação oficial do termo aconteceu na última quarta-feira (27).
Para Rui Godinho da Mota, presidente da Fesporte, o termo de cooperação com a Udesc é um ganho muito importante para as pesquisas. “É fundamental, para esse tipo de pesquisa, que possamos agregar valores. É um ganho muito grande não só para o nosso trabalho, mas para cada organização envolvida, para os profissionais e para os acadêmicos que serão parte significante nesse processo de construção e troca de conhecimento, sobretudo para a formação de cada um”, disse Godinho.
A tendência das pesquisas promovidas pelo Ipie é atingir todo o território nacional, e a parceria permitirá à Udesc ser um importante braço do Inteligência Esportiva em Santa Catarina, na capacidade de produzir, aglutinar, sistematizar, analisar e difundir informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte