Mostrando força e tradição, Blumenau conquistou nesta segunda-feira, 24, o troféu de campeão da ginástica rítmica da 30ª edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina em Caçador. Somou 56,60 pontos após vencer a disputa no individual por equipe no último dia de competição, que teve ainda a disputa por conjunto vencido por Florianópolis.
A Capital do Estado, que defendia o título de 2016, fechou sua participação em segundo lugar geral com 54, 10 pontos, seguido de Joinville, em terceiro, com 52 pontos.
“Estamos muito felizes com este título. Treinamos bastante para isso. Não fomos muito bem no conjunto, mas no geral fomos excelentes, pois conseguimos atingir nossa meta”, disse a treinadora campeão Priscila Hostin.
Beatriz Linhares, de Florianópolis: melhor ginasta da competição ao conquistar seis medalhas (Foto: Antonio Prado/Fesporte)
Apesar da vitória blumenauense a melhor atleta da competição coube a Beatriz Linhares, de Florianópolis, que conquistou medalha de ouro no individual geral, no conjunto e no arco, além de ser prata no individual geral por equipe e bronze no aparelho Bola. Ela superou Ana Carolina, de Blumenau e da seleção brasileira, que era a grande favorita para ser a melhor atleta da competição.
“Eu me dediquei de forma mais intensa há duas semanas da competição e eu cheguei aqui procurei dar o meu melhor, mas jamais imaginava que seria a melhor atleta da ginástica rítmica”, disse uma incrédula Beatriz.
Após o término da ginástica rítmica as atenções estarão voltadas para a ginástica artística, cuja competição começa na quinta-feira, 27.
Os Joguinhos Abertos de Santa Catarina são uma promoção do Governo do Estado por meio da Fesporte em parceria com a prefeitura de Caçador.
Texto: Antonio Prado
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Assessoria de Comunicação - Fesporte
Renan Koerich
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Heron Queiroz
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Ana Carolina, de Blumenau, é a única das 55 atletas que disputam a ginástica rítmica dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, em Caçador, a participar da seleção brasileira juvenil. Aos 13 anos e atual vice-campeã brasileira, ela se prepara para viajar na próxima terça-feira, 25, para Guayaquil, no Equador, onde disputará o sul-americano juvenil com o time do Brasil.
E visando melhorar ainda mais a sua apresentação ela usa os Joguinhos Abertos para aprimorar sua técnica e fazer bonito em terras equatorianas. “Acho que poderemos trazer medalha do Equador, pois o a seleção é muito forte”, diz, com convicção. Mas, no primeiro dia de competição, neste domingo, 23, em Caçador, nem tudo saiu como planejado.
Em sua segunda apresentação, após uma primeira participação impecável na bola, Ana deixou duas vezes o aparelho arco cair e conseqüentemente cometeu duas faltas graves. “O teto do ginásio é muito baixo e no que eu lancei o arco para alto ele bateu no teto e caiu fora do tablado. Isso me desconcentrou. Foi a pior apresentação da minha vida”, desabafou.
Apesar do revés ela acredita no título geral da ginástica para Blumenau. “Nós temos um time muito bom”, diz com confiança.
Ana começou a ginástica rítmica aos 7 anos por influência de sua atual treinadora Priscila Hostin. Ela treina em média cinco horas por dia. Entre os títulos, consta em sua carreira um bicampeonato da Olesc (2014 e 2015) no individual geral e quatro títulos estaduais conquistados nos últimos anos entre as categorias infantil e juvenil.
A ginástica dos Joguinhos começou neste domingo com as disputas no individual geral (aparelhos bola e arco) e por equipe, na apresentação dos conjuntos (aparelho maça). Nesta segunda-feira, 24, a competição termina com as finais por aparelho e conjunto. Florianópolis é atual campeã da modalidade.
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Saltos acrobáticos, shows, piruetas de até 360 graus no ar proporcionadas por sete experientes motociclistas empolgaram o público de cerca de 3 mil pessoas que foi à Arena Freestyle Show, montada no estacionamento do Norte Shopping, na noite deste sábado, 15, em Blumenau. O evento teve apoio do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (Sol) e também da Fesporte.
O secretário da Sol, Leonel Pavan, que esteve presente, disse que Arena Freestyle é um evento esportivo importante, pois congrega a família. “O esporte faz parte da cultura e do turismo do Estado e isto aqui, além de ser uma ação esportiva, tem um caráter familiar, pois congrega pais, jovens e crianças em um momento sadio”.
Autoridades presentes ao evento (Foto: Antonio Prado/Fesporte)
Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho, destacou que Santa Catarina merece evento de qualidade como a Arena. “Aqui vieram famílias para se divertirem e quando se trata de esporte isso é relevante, pois o esporte só traz benefícios”. Assistindo as apresentações o Coronel Carlos Bueno, comandante da 7ª Região da Polícia Militar, de Blumenau, destacou que a competição possibilita até a diminuição da violência a partir do momento em que diminui o stress das pessoas e promove confraternização familiar.
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Etapa estadual tem a presença de 81 municípios, com destaque para a disputa entre Blumenau e Joinville, os maiores detentores de título; abertura é às 19h, deste sábado (22)
Quando começar a etapa estadual da 30ª edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, a partir deste sábado, 22, em Caçador, cerca de 3 mil atletas de 81 municípios, com idade entre 15 a 19 anos, lutarão não somente por uma boa participação. A briga será, claro, pela medalha de ouro e, principalmente, para tentar impedir mais uma conquista ou de Blumenau ou de Joinville. As cidades detêm a hegemonia do estado e devem atrair os olhares até o final, no dia 29.
A briga pelo troféu promete ser acirrada. Na história dos Joguinhos Abertos, são 14 conquistas de Blumenau contra 12 de Joinville. Por isso, cada uma das 16 modalidades será fundamental pela luta pelo título.
Estão no programa da competição: atletismo, basquetebol, caratê, ciclismo, futebol, futsal, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, judô, tênis, tênis de mesa, voleibol, vôlei de duplas e xadrez. A natação foi realizada dia 16, em Palhoça, com Joinville sendo campeão no masculino e Blumenau no feminino.
A cerimônia de abertura está prevista para este sábado, às 19h, no Ginásio do Sesi, com capacidade para 2 mil pessoas. Além dos desfiles dos municípios participantes, a noite contará com a apresentação do “Bike Session”, um grupo paranaense que realiza acrobacias com bicicletas. Para um dos pontos altos da noite, um atleta de futsal, de Caçador. Julian Cesar Monteiro, será o responsável pelo acendimento da pira. Cesar Carneiro, do handebol, também da cidade-sede, realizará o juramento.
“Não tenho dúvidas que mais uma vez faremos um grande evento esportivo, pois as instituições envolvidas na organização têm muita experiência”, destaca Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho, presidente da Fesporte, que promove o evento em parceria com a prefeitura local e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Caçador.
Essa será a segunda vez consecutiva que Caçador é a cidade-sede. No último ano, o município campeão foi Joinville. Na 30ª edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, incluindo todas as etapas (microrregionais e seletivas), foram inscritos 8.201 atletas de 170 municípios.
O tênis promete ter um disputa acirrada (Foto: Antonio Prado)
Galeria dos campeões
Blumenau 14 títulos
Joinville – 12
Florianópolis – 2
Concórdia – 1
*Em 2009 a competição foi cancelada em virtude do surto de “Gripe A”, em Santa Catarina
Histórico dos Joguinhos Abertos
A ideia de criação dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina surgiu em novembro de 1986, com o então coordenador de Desportos, professor Felipe Abraão Neto, que encaminhou a proposta ao governador Pedro Ivo Campos.
Com a aprovação do projeto, iniciaram-se os trabalhos de supervisão regional por uma equipe formada por Luis Carlos Gonzaga Barbosa, Odilon Alfredo Morona, Celso Ramos Sedrez, Jair Venâncio, Werner Erbele e Carlos Alberto Anzoategui. Tiveram início também as discussões para montagem do regulamento técnico.
A primeira edição dos Joguinhos ocorreu no período de 24 de novembro a 4 de dezembro de 1988, em Curitibanos, com a participação de 160 municípios. Já naquela edição despontavam grandes revelações, como Gustavo Kuerten (tênis), Carlos Schwanke (vôlei) e Fernando Scherer (natação).
Texto: Antonio Prado
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A data limite para a entrega das Fichas de Inscrição para o Festival Escolar Dança Catarina 2017 foi alterada. Agora os escolas podem inscrever seus grupos até o dia 11 de agosto de 2017.
Leia o regulamente e baixe as fichas de inscrição em Excel e PDF para participar clicando aqui.
PERSONAGEM DO ESPORTE
Confira a história do marchador Sérgio Galdino na série "Personagem do Esporte"
Aos quatro anos de idade, o franzino Sérgio Galdino saiu do pequeno município de Armazém com a família rumo a Blumenau. O percurso dos cerca de 270 quilômetros foi mais que suficiente para pensar em dias melhores. Trabalhar na lavoura já não dava mais. Era preciso um novo centro para viver. Novas oportunidades. Mas, os primeiros passos na terra da Oktoberfest não foram fáceis. Aos 13 anos, o menino Galdino tinha que conciliar os estudos na Escola Estadual Hercílio Deeke com a função de auxiliar de pedreiro. Ajudava o pai a aumentar a renda familiar.Clique aqui e veja a entrevista em vídeo
Mas, quis o destino que o esporte mudasse a realidade do garoto. Aos 15 anos, seu professor de educação física o encaminhou para a Fundação Municipal de Esporte de Blumenau para a prática esportiva. Lá foi apresentado ao atletismo, e, de primeira, não gostou do que viu. Mostraram-lhe a marcha atlética. “Quando vi que tinha que andar ou correr rebolando daquele jeito disse a mim mesmo que aquilo não era coisa de homem e que não faria jamais”.
Passados 10 anos deste pensamento, o mesmo Galdino, aos 23 anos, cruzava a linha de chegada Estádio Olímpico Luís Companys, na olimpíada de Barcelona em 1992, como o 25º melhor marchador do mundo. Era aplaudido pela torcida, que reconhecera o esforço do catarinense para transpor os 20 quilômetros de prova. “Passou um filme na minha cabeça. Lembrei da minha família, dos meus colegas de colégio. Pensei na zoação dos que diziam rindo em tom de chacota: Tá treinando para olimpíada?, por pensar que a competição era algo inatingível”.
Entre os grandes do esporte
Agora, 10 anos após deixar as pistas, Sérgio Galdino figura entre os grandes atletas catarinenses. No currículo são três olimpíadas; além de Barcelona (25º lugar nos 20km), Atlanta (1996, 26º lugar nos 20km) e Atenas (2004, 26º na prova dos 50km); e 16 títulos de campeão brasileiro.
Somam-se ainda cinco títulos sul-americanos e 16 medalhas de ouro dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Sua primeira participação dos Jasc foi em 1985, em Brusque, ficando em segundo lugar. No ano seguinte, em Joinville, conquistou a primeira medalha de ouro. A última medalha de ouro nos Jasc foi em 2005 em Joaçaba.
Em âmbito internacional, um dos pontos alto da carreira foi quando bateu o recorde brasileiro e sul-americano em 1995 na cidade de Heisenhuttenstadt, nos 20km na Alemanha, com a marca de 1h19min, só batida em 2016. Antes, porém, no mesmo solo alemão, em 1993, Galdino já havia se consagrado como o sexto melhor atleta do planeta, em prova disputada em Stuttgart.

Em 1995 Galdino bateu o recorde brasileiro e sul-americano que perdurou por 21 anos para ser superado (Foto: Antonio Prado/Fesporte)
O início
Como se sabe, toda história de sucesso tem um início, e a de Galdino começou como a primeira medalha de ouro na carreira, em 1985, conquistada nos cinco quilômetros nos Jogos Estudantis da Primavera, de Blumenau. Posteriormente, ainda no mesmo ano, sentiu mais outro gostinho do pódio. Desta vez, na etapa estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), em Concórdia. Participou dos mil metros da marcha atlética e fechou a prova em 2º lugar.
Até 2007, quando parou, o esporte lhe proporcionou conhecer mais de 30 países representando o Brasil. Nesse período, viveu momentos marcantes. Ora por vitórias, ora por frustrações. Entre os fatos que guarda com carinho especial na lembrança, Galdino enumera: “Ganhar meu primeiro troféu Brasil em São Paulo (1988), meu primeiro sul-americano, em Medelin (1989), Colômbia, vencendo os colombianos Hector Moreno, o Querubim Boeno, na casa deles, sendo eles referências na América do Sul”.
Outro momento marcante do catarinense ocorreu em 1999: “Venci o sul-americano em Cocha Bamba, na Bolívia, nos segundos finais, já quase desmaiando devido ao efeito da altitude”.
Uma trombose: o maior drama
Já entre os momentos de que não gosta de lembrar, está o de uma quase morte durante uma viagem. “Vinha do mundial de Helsinque, na Finlândia, em 2005 (15º lugar), e no voo longo entre Frankfurt São Paulo, senti um desconforto na panturrilha direita. No dia seguinte, mal colocava o pé no chão de tanta dor. Por conhecer um pouco de fisiologia, procurei um médico. No ultrassom, constatou-se uma trombose profunda na veia poplítea na parte posterior do joelho. Resultado: fiquei internado por cinco dias para tratar da trombose, e meu médico disse que eu poderia ter sofrido uma morte súbita”.
Conta ainda do dia em que chorou no avião pela frustração de realizar uma prova ruim. “Foi nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Até os 30 quilômetros, eu estava me sentindo muito bem. Fui preparado para ganhar a prova e, faltando cerca de 15 quilômetros para o final, passei a sentir cãimbras nas pernas. Me deu uma pane física, e acabei em quarto lugar. Chorei feito criança”, lembra.
Mas, entre altos e baixos, Galdino diz convicto que as realizações positivas foram superiores. E, segundo ele, sua participação em três olimpíadas corroboram para essa maneira de pensar. E como não poderia deixar de ser ele elege as três como o ponto mais alto da carreira. “São milhões de atletas talentosos que tentam e não conseguem. Eu consegui. Com muito esforço e treinamentos exaustivos, consegui aproveitar o talento que Deus me deu”.
Texto: Antonio Prado
(48) 9 9696-3044