Prado

Na próxima segunda-feira, dia 6, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), completará 27 anos de fundação. Ao longo dos anos mais de 10 milhões de atletas passaram pelos 10 eventos esportivos da instituições como Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Olesc, Joguinhos, Moleque Bom de Bola, Dança Catarina, entre outros.

Nomes como o atleta da seleção brasileira e Flamengo, Felipe Luis, Guga, no tênis,  Natalia Zilo, campeã olímpica de voleibol, são apenas alguns das centenas de nomes que brilharam e brilham no mundo que foram revelados pelos eventos da Fesporte.

Segundo dirigentes do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) a Fesporte chega aos 27 anos sendo uma das grandes instituições públicas esportivas do Brasil. Prova disso é que nos últimos anos Santa Catarina figura entre as primeiras colocações em eventos nacionais como Jogos Escolares da Juventude, organizados pelo COB, e Paralimpíadas Escolares, que levam a assinatura do CPB. As delegações de ambas competições são gerenciadas pela Fesporte.

Na data especial, Adalir Pecos Borssatti, fundador da Fesporte, em 1993, só tem a parabenizar a instituição. “Quero transmitir meus cumprimentos a todos os integrantes que dirigem a Fesporte, em especial aos educadores esportivos. É uma data importante e eu espero  que se tenham sempre recursos e melhores condições para o esporte catarinense”. Pecos dirigiu a Fesporte em 1993, sendo o primeiro presidente, e voltou ao cargo em no período de 2011 a 2013.

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

NOSSA MEMÓRIA

Dando prosseguimento à sessão Nossa Memória o site da Fesporte relembra o grande campeão do atletismo: José Maria Nunes, o Zé Maria, o maior medalhista dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Ele soma 29 medalhas de ouro distribuídas em provas como os 5.000, 10.000 e 1.500 mil metros. Natural de Campos Novos, atuou como atleta e técnico por Porto União, Blumenau e Florianópolis.

A história das provas de resistência do atletismo em Santa Catarina pode ser dividida em duas etapas. Na primeira, até o início da década de 1990, brilhou um homem franzino, filho de uma família humilde do município de Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. José Maria Nunes, o Zé Maria, conquistou por 11 anos seguidos a medalha de ouro na prova dos 10.000 metros, prova em que também chegou ao título do Troféu Brasil de Atletismo, com direito a recorde. Venceu ainda por nove vezes consecutivas os 5.000 metros nos Jasc. Aposentou as sapatilhas de corredor fundista em 1982, mas ainda seguiu colecionando conquistas nos Jogos Abertos, como treinador das equipes de Blumenau e Florianópolis. Revelou para as pistas nomes como Silvana Pereira, Evaldo Rosa, Márcia Narloch e Alexandre Vaz.

Eternizado em provas de longa distância

Nossa olimpíada barriga-verde, os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) forjaram também seus mitos. Eternizado nas provas de longa distância, o ex-lavrador José Maria Nunes habita este universo. Franzino, filho de numerosa família de Campos Novos, foi “peão de fazenda” – como ele diz – até aos 18 anos de idade quando se transferiu para Porto União, a fim de cumprir o serviço militar.

No quartel, em 1968, teve o primeiro contato com o atletismo, ganhou uma prova do Batalhão e começou uma trajetória de conquistas e glorias.

Nos Jogos Abertos de Mafra, naquele mesmo ano, vieram as duas primeiras vitórias, nos 5 mil e 10 mil metros rasos, representando a sua base, Porto União. No início, ele costumava correr descalço. Certo dia, deram-lhe um tênis novo. “Depois de algumas voltas na pista, meus pés começaram a sangrar; acho que era um daqueles calçados tipo Conga da época”, lembra, achando graça da sua ingenuidade. “Ganhei a prova, mas esta é a pior recordação dos Jogos Abertos”.

Sapatilha com pregos

Tão dura quanto essa é a lembrança de 1974, nos Jogos de Criciúma. Um atleta, por acidente, afundou os pregos da sapatilha no calcanhar de José Maria . “Ainda assim, com risco de infecção, dores horríveis e tudo mais, corri os 10 mil, os 5 mil e os 1.500 metros e o revezamento 4x400, ganhando as quatro provas”, conta.

Até 1981, defendendo as cores de Blumenau e de Florianópolis, foram 11 títulos consecutivos na prova dos 5 mil metros e muitos outros nas demais provas de resistência. Zé Maria, como é conhecido, ganhou também destaque nacional quando se tornou campeão do Troféu Brasil, em 1980 – prova de dez quilômetros.

Já nos anos de 1973 e 1974, ele mostrava ser um fundista fora de série, quando se tornou recordista brasileiro universitário dos 5 mil e 10 mil metros rasos. Esteve entre os melhores fundistas do mundo, com excelentes resultados na São Silvestre e na corrida de Angola. Foi campeão na Argentina e ficou em quarto lugar no México em 1982, ano em que deixou definitivamente as competições.

Rei das pistas

Nas estatísticas dos Jogos Abertos, o “Rei das Pistas” figura como o maior medalhista de todos os tempos no atletismo, com 28 medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze – segundo levantamenteo feito pelo professor Deraldo Oppa, presidente da Federação Catarinense de Atletismo.

O feito de Zé Maria é impressionante em todos os sentidos. Primeiro por ser um atleta que começou a correr aos 19 anos. Segundo, por conta da sua especialidade, as provas de longa distância. E, terceiro, pelo fato de que já faz quase três décadas que Zé Maria parou de competir e ainda não apareceu ninguém que conseguisse igualar a sua marca.

E olha que ele até ajudou. Transmitiu sua experiência treinando grandes atletas catarinenses como Evaldo Rosa da Silva, Paulo César Zimmer, Silvana Pereira, também multimedalhistas dos Jasc, além de Márcia Narloch, Maria Andrade e Alexandre Vaz.

Técnico da seleção brasileira

Durante dois anos, Zé Maria Nunes foi técnico da Seleção Brasileira Juvenil de Atletismo e, por quase 10 anos, das equipes masculina e feminina de atletismo de Florianópolis.

Campeão nas pistas, depois de uma vida sofrida – “mas digna”, ressalta – José Maria Nunes alcançaria também o sonho de se tornar professor. Tarefa nada fácil para quem aos 19 anos tinha apenas o 2º primário. Determinado, aos 24 anos, concluiu o ensino médio, prestou vestibular e foi aprovado no curso de Educação Física. Mesmo após interromper os estudos para trabalhar e sustentar a família, Zé Maria se formaria e, mais tarde, concluiria também a pós-graduação em fisiologia do treinamento.

“Nunca ganhei salário para competir, estudava, trabalhava e treinava”, diz o campeão. “O que mais valeu foi o exemplo, pois, graças ao esporte mostrei para as pessoas que era possível e ajudei a tirar dez dos meus 14 irmãos da miséria e do analfabetismo”, lembra o ex-atleta.

Com informações do livro "Jasc 50 anos - História de vencedores" 

Então, em tempos de pandemia fomos obrigados a paralisar as atividades do calendário da Fesporte. Todos nós estamos com saudades da emoção do gol, do ponto, da conquista da medalha, da superação e todas as nuances que só o esporte nos proporciona. Acredite. Todo esse estágio de pandemia vai passar. E quando isso acontecer voltaremos com o nosso esporte mais forte. 

Enquanto isso não acontece vamos relembrar em dois vídeos alguns dos bons momentos do esporte em 2019.

Parte 1

 

 

Parte 2

Campeã pan-americana e com duas olimpíadas, velocista foi revelada nos eventos da Fesporte

A velocista Ana Cláudia Lemos tem passado uns dias em treinamento em Criciúma, município em que começou a carreira, junto ao seu ex-técnico criciumense o ex-atleta Roberto Carlos Bortoloto. Nestes dias vem conversando com atletas da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma, na pista de atletismo da Universidade do Extemos Sul Catarinense (Unesc). A atleta tem compartilhado conhecimento com a nova geração criciumense e lembrou dos momentos vividos no Sul do Estado.

Ana Cláudia foi revelada pelos eventos da Fesporte, como Olesc, Joguinhos e Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Suas especialidades são os 100 e 200m rasos, provas que chegou a ser recordista brasileira e sul-americana. Tem no currículo participações nas olimpíadas de Pequim, 2008, e Londres, 2012, além de mundiais de atletismo. Tem duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, nos 200m e revezamento 4x100.

Em Criciúma, durante a conversa, o técnico da FME, Roberto Bortolotto, destacou que a velocista batalhou muito para alcançar campanhas vitoriosas no esporte, como disputar duas Olimpíadas representando o Brasil e ser detentora de recordes como o do sul-americano dos 200 metros rasos. “Se tem atleta mais dedicada que a Ana, eu desconheço. Ela sempre trabalhou muito, se dedicou e levou a sério a carreira. Nós ficamos felizes em recebê-la aqui, pois isso mostra que todo sofrimento foi recompensado”.

No Dia Olímpico, celebrado em 23 de junho, a atleta relembrou as dificuldades do início da carreira e frisou sobre a alegria de estar de volta ao município. “A pista está exatamente igual quando eu comecei. Chegando aqui eu recordei os treinamentos que fazíamos. Me sinto muito orgulhosa de ter iniciado minha trajetória em Criciúma e de poder vir conversar com uma outra geração”, comentou Ana Cláudia.

Com informações da FME Criciúma

Em alusão ao dia olímpico, dia 23 de junho, a Fesporte republica uma matéria de 2017, que conta a trajetória do atleta olímpico catarinense Sérgio Vieira Galdino.Nascido no dia 7 de maio de 1969, no município de Armazém, SC, Sérgio Vieira Galdino é um dos grandes atletas do Estado. Aos 15 anos era ajudante de pedreiro em Blumenau quando conheceu o esporte que mudou a sua vida. Participou de três olimpíadas disputando a marcha atlética: Barcelona 1992 (25º lugar nos 20km), Atlanta 1996 (26º lugar nos 20km) e Atenas (2004, 26 na prova dos 50km).

Tem 16 títulos de campeão brasileiro, 5 sul-americano e 16 medalhas de ouro dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). O ponto alto foi quando bateu recorde brasileiro e sul-americano em 1995 na cidade de Heisenhuttenstadt, nos 20km na Alemanha, com a marca de 1h19min, só batida em 2016. Confira abaixo a matéria na íntegra.

PERSONAGEM DO ESPORTE

Confira a história do marchador Sérgio Galdino na série "Personagem do Esporte"

Aos quatro anos de idade, o franzino Sérgio Galdino saiu do pequeno município de Armazém com a família rumo a Blumenau. O percurso dos cerca de 270 quilômetros foi mais que suficiente para pensar em dias melhores. Trabalhar na lavoura já não dava mais. Era preciso um novo centro para viver. Novas oportunidades. Mas, os primeiros passos na terra da Oktoberfest não foram fáceis. Aos 13 anos, o menino Galdino tinha que conciliar os estudos na Escola Estadual Hercílio Deeke com a função de auxiliar de pedreiro. Ajudava o pai a aumentar a renda familiar.Clique aqui e veja a entrevista em vídeo

Mas, quis o destino que o esporte mudasse a realidade do garoto. Aos 15 anos, seu professor de educação física o encaminhou para a Fundação Municipal de Esporte de Blumenau para a prática esportiva. Lá foi apresentado ao atletismo, e, de primeira, não gostou do que viu. Mostraram-lhe a marcha atlética. “Quando vi que tinha que andar ou correr rebolando daquele jeito disse a mim mesmo que aquilo não era coisa de homem e que não faria jamais”.

Passados 10 anos deste pensamento, o mesmo Galdino, aos 23 anos, cruzava a linha de chegada Estádio Olímpico Luís Companys, na olimpíada de Barcelona em 1992, como o 25º melhor marchador do mundo. Era aplaudido pela torcida, que reconhecera o esforço do catarinense para transpor os 20 quilômetros de prova. “Passou um filme na minha cabeça. Lembrei da minha família, dos meus colegas de colégio. Pensei na zoação dos que diziam rindo em tom de chacota: Tá treinando para olimpíada?, por pensar que a competição era algo inatingível”.

Entre os grandes do esporte

Agora, 10 anos após deixar as pistas, Sérgio Galdino figura entre os grandes atletas catarinenses. No currículo são três olimpíadas; além de Barcelona (25º lugar nos 20km), Atlanta (1996, 26º lugar nos 20km) e Atenas (2004, 26º na prova dos 50km); e 16 títulos de campeão brasileiro.

Somam-se ainda cinco títulos sul-americanos e 16 medalhas de ouro dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Sua primeira participação dos Jasc foi em 1985, em Brusque, ficando em segundo lugar. No ano seguinte, em Joinville, conquistou a primeira medalha de ouro. A última medalha de ouro nos Jasc foi em 2005 em Joaçaba.

Em âmbito internacional, um dos pontos alto da carreira foi quando bateu o recorde brasileiro e sul-americano em 1995 na cidade de Heisenhuttenstadt, nos 20km na Alemanha, com a marca de 1h19min, só batida em 2016. Antes, porém, no mesmo solo alemão, em 1993, Galdino já havia se consagrado como o sexto melhor atleta do planeta, em prova disputada em Stuttgart.

O início 

Como se sabe, toda história de sucesso tem um início, e a de Galdino começou como a primeira medalha de ouro na carreira, em 1985, conquistada nos cinco quilômetros nos Jogos Estudantis da Primavera, de Blumenau.  Posteriormente, ainda no mesmo ano, sentiu mais outro gostinho do pódio. Desta vez, na etapa estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), em Concórdia. Participou dos mil metros da marcha atlética e fechou a prova em 2º lugar.

Até 2007, quando parou, o esporte lhe proporcionou conhecer mais de 30 países representando o Brasil. Nesse período, viveu momentos marcantes. Ora por vitórias, ora por frustrações. Entre os fatos que guarda com carinho especial na lembrança, Galdino enumera: “Ganhar meu primeiro troféu Brasil em São Paulo (1988), meu primeiro sul-americano, em Medelin (1989), Colômbia, vencendo os colombianos Hector Moreno, o Querubim Boeno, na casa deles, sendo eles referências na América do Sul”.

Outro momento marcante do catarinense ocorreu em 1999: “Venci  o sul-americano em Cocha Bamba, na Bolívia, nos segundos finais, já quase desmaiando devido ao efeito da altitude”.

Uma trombose: o maior drama

Já entre os momentos de que não gosta de lembrar, está o de uma quase morte durante uma viagem. “Vinha do mundial de Helsinque, na Finlândia, em 2005 (15º lugar), e no voo longo entre Frankfurt São Paulo, senti um desconforto na panturrilha direita. No dia seguinte, mal colocava o pé no chão de tanta dor. Por conhecer um pouco de fisiologia, procurei um médico. No ultrassom, constatou-se uma trombose profunda na veia poplítea na parte posterior do joelho. Resultado: fiquei internado por cinco dias para tratar da trombose, e meu médico disse que eu poderia ter sofrido uma morte súbita”.

Conta ainda do dia em que chorou no avião pela frustração de realizar uma prova ruim. “Foi nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Até os 30 quilômetros, eu estava me sentindo muito bem. Fui preparado para ganhar a prova e, faltando cerca de 15 quilômetros para o final, passei a sentir câimbras nas pernas. Me deu uma pane física, e acabei em quarto lugar. Chorei feito criança”, lembra.

Mas, entre altos e baixos, Galdino diz convicto que as realizações positivas foram superiores. E, segundo ele, sua participação em três olimpíadas corroboram para essa maneira de pensar. E como não poderia deixar de ser ele elege as três como o ponto mais alto da carreira. “São milhões de atletas talentosos que tentam e não conseguem. Eu consegui. Com muito esforço e treinamentos exaustivos, consegui aproveitar o talento que Deus me deu”.

 

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                       

 

NOSSA MEMÓRIA

Muitas modalidades já estiveram no programa dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) e hoje já não constam mais na programação como saltos ornamentais e tiro ao pombo. O hipismo é uma delas. A modalidade esteve presente na competição em duas oportunidades como modalidade provisória: em 2010, na 50ª edição dos Jasc, em Brusque, e em 2011, em Criciúma. Depois não retornou mais aos jogos. Confiram os campeões desta modalidade.

Em 2010

Equipe 

1º Camboriú

Natalia Mendes (cavalo Drako)

Thais Marques (Hasterix)

Ricardo Spindola (Marta)

Rafael Lindiner Dias (Lancelot)

2º Guabiruba

Andressa Di Mari Reis e Silva (cavalo Rainmaker)

Marcela Janine (Brida)

Anderson Reis e Silva (Gepeto)

Flavia Schaeffer Martins (Czarina Jmen)

3º Bom Retiro

Rodrigo R.A.Santana (Ultramen)

Rafaella Colombo Collazzi (Fundesporte Meg bay)

Gabriela da Costa (Oms Cirela Jmem)

Sofia Monteiro da S. Scheer (Fundesporte Beatriz)

Em 2011

Equipe

1º lugar- Florianópolis

Oeliton Machado Feliciano (cavalo Chandra)

Jean Caldas Domingos (Pérola)

Larissa de Quevedo (X-Pita)

Rodrigo Minatto Cherubini (Rebel Clasi)

2º lugar-Brusque

Betina Marisa Schloser (cavalo Fharasdk)

Francisco Luis Viana (Twister)

Nicole Schloser (SS Radical)

3º lugar- Bom Retiro

Clemer da Rosa Lagarreta (cavalo Spicy MN)

Clemer da Rosa Lagarreta Filho (Querubim GMS)

Gabriela da Costa (Calistus Jmen)

Mariana Cassetari (Brunello Jmen)

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

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