Sexta, 29 Setembro 2023 20:57

Maria Vitória: realizando sonhos com o xadrez Destaque

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A Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) mostrou ser uma competição para descobertas de novos talentos no esporte. E neles estão incluídos os chamados esportes da mente, como o xadrez, que é um jogo de tabuleiro. Os atletas dessa modalidade não correm, não saltam e não se movimentam, apenas fazem a partida acontecer por meio do raciocínio. Neste esporte, por exemplo, os jogadores devem pensar cuidadosamente em cada jogada, considerando as possíveis conseqüências a curto e longo prazo. Eles precisam ter uma compreensão sólida das regras do jogo, bem como das estratégias e táticas usadas pelos grandes jogadores. Além disso, o xadrez exige que os jogadores tenham uma boa memória, já que muitas jogadas são baseadas em seqüência específicas de movimentos.

Na Olesc, uma pequena mas talentosa atleta de apenas 9 anos, se destacou entre tantos jovens com mais anos de prática. Ela é Maria Vitória Baratieri, que disputou a olimpíada pelo município de Rio Negrinho, mas reside com os pais em Florianópolis. Essa atleta conquistou duas medalhas: ouro na Blitz - Tabuleiro 3 e prata no Rápido feminino - Tabuleiro 3. "Eu conheci o xadrez com 6 anos de idade, lá na minha escola. Além das atividades normais tipo balé, ginástica, informática, comecei a procurar algo que chamasse mais a minha atenção. Até que, num dia, passei por um grupo de colegas que estavam com um jogo de peças bem diferentes. Eu perguntei e me responderam que era o xadrez", explicou. E foi lá que Maria Vitória começou a buscar seus primeiros desafios, versatilidade e capacidade de trabalhar em equipe.

"Desde o primeiro dia eu gostei muito do xadrez, e logo falei que era isso que eu gostaria de fazer. Minha mãe até tentou mudar a minha ideia, perguntando se eu não queria trocar por balé ou ginástica, que eram atividades mais para as meninas. Mas eu queria tanto que, sem a minha mãe saber, eu já estava matriculada no xadrez. Até o dia que me disseram que eu precisava pagar a mensalidade das aulas. Não tive outro jeito senão contar para a minha mãe... veja só o que se faz por aquilo que se ama", confessou.

O futuro e a pandemia

A pequena atleta confessa que passou momentos de apreensão no período da pandemia. "Quando eu comecei no xadrez, eu sempre quis praticar com os adversários na minha frente, pois dava para sentir a reação deles a cada movimento que eu fizesse. Mas aí veio a pandemia e fui obrigada a decidir se continuava ou não no xadrez, porque para praticar era obrigada a jogar pela internet. Foi um período muito ruim, mas a vontade de jogar foi mais forte", confessou.

Mas a determinação de Maria Vitória vai muito além da prática do xadrez, ela já busca as alternativas para a sua vida. "Eu já penso em morar no Estados Unidos, mas antes, se tudo der certo, quero me formar em Direito - assim como meus pais -, de preferência na Universidade de Harvard. E eu sei que o xadrez vai me ajudar muito, principalmente no desenvolvimento do meu raciocínio", diz. 

Com apenas três anos na prática do xadrez, Maria Vitória já se orgulha em dizer que já está colecionando títulos. "Agora, em 2023, conquistei o título de campeã catarinense na categoria sub-10 e vou continuar me preparando para os próximos torneios", disse. E sem sair muito do tema, a jovem enxadrista confessou que também gosta de assistir séries, e aí vale a dica. Os seus favoritos são: "A Rainha de Katwe" e "O Gambito da Rainha", dois clássicos com onde o tema central é o xadrez.

 

Lido 669 vezes Última modificação em Quinta, 05 Outubro 2023 21:05