Quarta, 16 Setembro 2020 17:35

Moleque Bom de Bola nasce de um desafio em 1992 Destaque

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Colégio Incentivo, na edição de 2019, conquistou seu terceiro título no Moleque Bom de Bola Colégio Incentivo, na edição de 2019, conquistou seu terceiro título no Moleque Bom de Bola Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Entrevista com Ademar Silva (parte 3)

Um dos mais difundidos eventos da Fesporte na mídia espontânea é o Moleque Bom de Bola. Considerado entre os maiores eventos de futebol escolar do Brasil e pioneiro na formatação, sua criação ocorreu meio que por acaso, como conta o Professor Ademar Silva, na entrevista que a assessoria de comunicação da Fesporte fez com ele no dia 24 de agosto e que segue aqui em sua terceira parte, tendo como tema o Moleque Bom de Bola.

Segundo Ademar, em 1992, quando ele recentemente voltara do Oeste catarinense, integrava uma equipe de representantes da Diretoria de Esportes, da Secretaria de Estado da Educação, foram à RBS (emissora de televisão da época) para tratar de patrocínio para a Travessia da Lagoa da Conceição. Na ocasião, a gerente de eventos TV, Marlei Dal Magro, em uma brincadeira, lançou um desafio: fazer um evento esportivo voltado a cerca de 80 escolas. “Para oitenta escolas não sei se conseguimos, mas garanto um evento para 80 mil alunos”, respondeu Ademar Silva. 

Ele não somente levou a sério o desafio como tratou de imediato montar o projeto, que, denominado Campeonato Catarinense Escolar de Futebol, foi apresentado à Diretoria de Esportes e levado à RBS para estabelecer uma parceria de patrocínio. Na TV, a mesma funcionária propôs a denominação Moleque Bom de Bola, já que o nome original era muito grande. O novo nome pegou e ficou como fantasia, uma vez que o original de mantinha como forma oficial registrada.

Estruturado em etapas microrregional, regional e estadual, o primeiro pontapé do Moleque Bom de Bola foi dado em maio de 1992, na cidade de Aurora, na microrregião de Rio do Sul. A etapa estadual foi realizada em Chapecó. O Estádio Índio Condá foi palco da final, realizada no Dia das Crianças (12 de outubro) daquele ano, em que a equipe de Chapecó foi campeã. Cerca de 180 municípios participaram da primeira edição do campeonato, que teve cerca de 500 escolas inscritas.

Na segunda edição, o número de municípios participantes foi a 220, e teve como sede na cidade de Joaçaba. A etapa estadual da terceira edição foi Joinville, e a quarta em Araranguá, em 1995, quando já se registravam cerca de 250 municípios participantes. Foi a partir dessa edição que a competição deu um importante salto quando estabeleceu uma parceria permanente com a Parati Alimentos S.A.

As equipes, que nessa época eram seleções municipais, passaram, em 2001, a ser formadas por escola, visando a dar mais equilíbrio à competição. Nesse mesmo ano, houve outra inovação significativa: iniciava-se a competição feminina do evento, levando a um número superior a 100 mil alunos participantes, representando mais de mil estabelecimentos de ensino de Santa Catarina.

Versão feminina do Moleque Bom de Bola foi criada em 2001, aumentando o índice de participação para mais de 100 mil alunos (foto: Heron Queiroz)

“Aquele desafio de 80 mil alunos do desafio realmente aconteceu e, alguns anos depois, já tínhamos cerca de 100 mil crianças participando do Moleque Bom de Bola, com participação de 100% dos municípios em quase todos os anos, porque foi realmente uma competição que deu certo. Foi um evento precisava ser criado para atingir realmente a nossa clientela escolar”, ressaltou o Professor Ademar.

Importantes destaques do futebol brasileiro e internacional passaram pelo Moleque Bom de Bola, como André Santos, Marquinhos Santos, Felipe Luís, Eduardo Costa, Flávio Kretzer, Douglas dos Santos, Mahicon Librelato, Ketlen Wiggers, entre outros. Por isso, o evento tem chamado a atenção de olheiros de vários clubes de futebol do país, principalmente da região Sul.

Ademar Silva elogiou a Fesporte pela ampliação da faixa etária. Além da tradicional versão de 12 a 14 anos, o evento passará a contar também com a competição envolvendo alunos de 15 a 17 anos. “Vai melhorar a massificação e dar sequência ao trabalho realizado nas escolas”, comentou o professor.

Na quarta e última parte, Ademar Silva fala da importância da Fesporte para o esporte catarinense, em especial para o esporte escolar. Veja também, em vídeo, a entrevista com o professor na íntegra. Acompanhe nessa quinta-feira (17).

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Lido 179 vezes Última modificação em Quarta, 16 Setembro 2020 18:49

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