Terça, 15 Setembro 2020 16:38

Maior evento esportivo escolar de SC foi criado em 1973 Destaque

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Jesc elevou o esporte escolar catarinense aos melhores do país Jesc elevou o esporte escolar catarinense aos melhores do país Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Entrevista com Ademar Silva (parte 2)

Nesta série que trata da carreira do professor Ademar Silva, dedicada ao esporte escolar e a história de eventos, vamos conhecer hoje como foi a criação dos Jogos Escolares de Santa Catarina e as principais transformações na mais tradicional e maior competição escolar do estado.

O professor Ademar destacou que, em 1972, a CRE da Grande Florianópolis realizou um evento esportivo escolar, do qual ele participou como atleta. O evento foi o pontapé para a criação dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), em 1973, pela então Secretaria de Estado da Educação e Desporto (SED). Depois de alguns anos de paralisação, o evento foi retomado e realizado anualmente.

O objetivo era pôr em prática as ações desenvolvidas nas aulas de Educação Física, envolvendo as modalidades curriculares da época: atletismo, basquete e vôlei, além do handebol, que estava sendo introduzido ao programa escolar na época. Era voltado a estudantes principalmente de ensino médio, mas não havia limite idade regulamentar, embora fosse mais comum a idade de 18 anos, que correspondia ao ano de conclusão do segundo grau. As competições eram feitas com as seleções de cada uma das 12 CREs que existiam na época.

“A partir da reedição de 1977, a coisa engrenou. O esporte se propagou com muita facilidade e os aperfeiçoamentos foram acontecendo à medida que eram necessários e na visão das pessoas que administravam o esporte”, destacou Ademar. Para ele, as evoluções mais significativas foram a inclusão de modalidades e do gênero feminino, além da divisão das competições por faixas etárias: de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, e as adaptações no regulamento técnico. Atualmente 16 modalidades fazem parte da programação dos Jesc: atletismo, badminton, basquetebol, ciclismo, futsal, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, judô, luta olímpica, natação, taekwondo, tênis de mesa, voleibol, vôlei de praia e xadrez. O futebol disputado no Moleque Bom de Bola também integra os Jesc, porém é realizado em evento distinto.

Até 2019, as competições por faixa etária eram realizadas distintamente, em datas e sedes diferentes. A partir da próxima edição, seguindo o modelo dos Jogos Escolares da Juventude (evento nacional), a realização das duas faixas etárias ocorre na mesma programação, num único município-sede.

“A realização dos Jesc motivou muito a participação dos alunos nas aulas de Educação Física e deu à disciplina um impulso muito grande. Os Jesc foram um grande propulsor na prática do esporte e fez aumentar muito a importância de eventos como os Jogos Abertos de Santa Catarina”, ressaltou o professor Ademar.

Segundo ele, a participação de quase 100% das escolas catarinense nos Jesc fez com que o esporte escolar catarinense crescesse muito. Ele lembra que, na década de 1990, Santa Catarina ainda era mero figurante, bem abaixo de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná, mas tornou-se um modelo de gestão em esporte escolar e atualmente fica abaixo apenas do estado paulista.

Ademar enaltece muito o trabalho dos professores, abnegados, que abrem mão de muitas coisas pelo esporte e por eventos como os Jesc, que já revelaram diversos atletas, como Sérgio Galdino, Ana Moser, Natália Zílio, Tiago Splitter, Fernando Sherer, Darlan Romani, Tamires de Liz, entre tantos outros.

A terceira parte da entrevista com Ademar Silva traz a história do Moleque Bom de Bola. Confira na próxima postagem.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Lido 396 vezes Última modificação em Terça, 15 Setembro 2020 18:34

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