Ação inédita permitirá visão geral do esporte catarinense e tomadas de decisões para políticas públicas do setor
Desde o dia 1º de junho a Fesporte realiza, de forma inédita, junto a dirigentes municipais, um inventário (mapeamento) de todas as instalações esportivas do estado de Santa Catarina. Assim que o trabalho for concluído, no qual a etapa cadastral tem prazo de término previsto para dia 30 de junho, Santa Catarina será pioneira no Brasil por ser o primeiro estado brasileiro a ter um georreferenciamento das praças de esportes de seus municípios.
Após a coleta de dados todas as informações de infraestrutura esportiva estarão disponíveis no site da Fesporte para serem consultadas pelo público: quadras, campos de futebol, pistas, ginásios, canchas, piscinas, entre outros. Detalhes como dimensões das estruturas esportivas, banheiros, capacidade de público, vestiários, equipamentos, mapas de localização (via google maps) e fotos poderão ser vistos pelos usuários.
Trabalhos realizados de forma on-line
A coordenação do trabalho está sendo realizada pela Gerência de políticas de projetos esportivos da Fesporte (Geppe), por meio dos coordenadores esportivos regionais vinculados à entidade, os quais dão suporte aos gestores municipais neste levantamento.
“As ações estão sendo realizadas de forma on-line por dirigentes municipais com apoio de nossos coordenadores esportivos. Eles acessam o nosso sistema, via ‘QR Codes’, que direcionam a questionários com a solicitação de informações sobre as instalações esportivas. Depois que as informações são preenchidas elas são enviadas para o nosso sistema. Após elas passam por uma formatação didática e visual para uma melhor compreensão do público. A etapa seguinte é georreferenciamento no my maps que ficará disponível no site da Fesporte”, esclarece Aline Floss, gerente da Geppe.

A infraestrutura esportiva de SC estará disponível on-line no site da Fesporte (Foto: Divulgação Fesporte
Esta ação atende a Lei na Lei Complementar n° 741, de 12 de junho de 2019, em seu artigo 69, inciso IX, que diz que a Fesporte, tem por objetivo fomentar, desenvolver e executar a política estadual de esporte e promover o inventário e a hierarquização dos espaços esportivos.
Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, diante do respaldo legal, este levantamento irá possibilitar o desenvolvimento de estratégias que subsidiarão a elaboração de uma plataforma de gestão de indicadores de esporte e lazer no estado, visando o delineamento de ações de modo a promover maior qualidade de vida à população catarinense.
"Santa Catarina mais uma vez na vanguarda"
Segundo Godinho a falta de dados impede o conhecimento da realidade do sistema esportivo existente. “O Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, mais uma vez está na vanguarda no Brasil no que diz respeito ao gerenciamento do setor esportivo. Este diagnóstico da realidade atual das instalações esportivas do Estado servirá como um mecanismo para subsidiar a tomada de decisões relativas às políticas públicas catarinenses, bem como potencializar as práticas esportivas como geradoras de desenvolvimento. Enfim, depois que todo o processo de catalogação estiver concluído o usuário terá a infraestrutura esportiva catarinense na palma da mão”.
Na prática, segundo o presidente, o mapa do esporte catarinense será importante instrumento para saber quais as regiões que necessitam de maior investimento público e mostrar onde há infraestrutura adequada para a realização dos eventos da Fesporte, como Jasc, Joguinhos, Olesc, Parajasc, entre outros.
Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte
O presidente da Fesporte, Rui Godinho, participou nesta terça-feira, 16, de uma reunião on-line com secretários estaduais de esporte e representantes do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE), órgão ligado à Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na pauta das conversas o andamento dos trabalhos de cadastramento esportivo, junto às secretarias estaduais de esportes e às entidades municipais que o IPIE está realizando com apoio da Secretaria Especial do Esporte.
A iniciativa do IPIE juntos às secretarias de esporte, que inclui a Fesporte, é levantar dados sobre o esporte nas cidades brasileiras, com a finalidade de diagnosticar e analisar a forma com que as políticas são realizadas; além de proporcionar a organização dos dados para uso das instituições públicas esportivas municipais.
A partir parceira Fesporte, IPIE/UFPR e Udesc, desde o dia 23 abril a Fesporte já está trabalhando neste processo, que junto aos dirigentes municipais está levantando, catalogando e analisando os dados do setor esportivo catarinense, apontando as principais carências e necessidades do segmento.
Rui explicou que a iniciativa está chegando a todos os municípios catarinenses por intermédio do Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte, em que os dirigentes municipais acessam um tutorial e são redirecionados ao site da pesquisa (http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/). Ou seja, a pesquisa ocorre de forma totalmente on-line para a coleta de informações, dispensando possíveis custos de diárias, hospedagens, transporte e alimentação dos pesquisadores. Assim que concluído o estudo, os dados estarão disponíveis para consulta no próprio site.
Participaram da reunião os secretários de esporte da Bahia, Rondônia, Tocantins, Ceará, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Roraima. Pelo IPIE participou o professor Fernando Mezzadri e pela Secretaria Especial do Esporte Edward Borba, diretor de cooperação técnica.
Texto: Antonio Prado
Gabriel Luan Vieira Ramos,13 anos, ginasta da Associação de Ginástica Olímpica/Fundação Municipal de Esportes de São Bento do Sul. Apesar da pouca idade Gabriel já tem performance de destaque como o tricampeonato da Olesc, campeão dos Joguinhos Abertos, estes por equipes, além medalha de ouro do campeonato estadual no individual geral.
Assim como os milhares de atletas no Brasil luta para se manter em forma em época de Covid-19. Nestes tempos de pandemia o ginásio deu lugar a casa para a prática dos exercícios. A dificuldade pela falta de competição é amenizada pelo auxílio do Programa Bolsa-Atleta patrocinado pela prefeitura de São Bento do Sul.
O auxílio da bolsa-atleta tem ajudado financeiramente em casa, pois complementa os R$ 750,00 recebidos pela da mãe (auxiliar de serviços gerais), mais o valor recebido pelo pai (auxiliar de operação) que está afastado do trabalho por problemas de saúde por tempo inderteminado.
A família conta com seis pessoas sendo umas delas com problemas especiais. Assim, o auxílio da bolsa-atleta colabora muito pelas dificuldades que Gabriel e sua família enfrentam nesse momento pandemia do COVID-19.
Sendo destaque no aparelho cavalo com alças, Gabriel tem como treinador o armênio Vachagan Ter Meliksetyan, mais conhecido com Vatik, que já foi tricampeão olímpico e bicampeão mundial de ginástica artística pela antiga União Soviética.
Gabriel Ramos começou na ginástica olímpica aos 06 anos e em pouco tempo foi escolhido pelo seu treinador para integrar a equipe masculina de ginástica de São Bento do Sul. A partir do convite o garoto dedicou boa parte de seu tempo aos treinos, até conquistar sua primeira medalha no campeonato estadual aos sete anos de idade. Pouco tempo depois já era destaque em competições importantes sendo medalha de ouro na Olesc, Joguinhos e campeonato estadual.
Antes da pandemia a rotina de Gabriel era as quatro horas de estudo pela manhã no oitavo ano da Escola Municipal Dalmir Pedro Cubas e à tarde mais quatro hora de treinamento na Fundação Municipal de Esportes de São Bento do Sul. E quando se aproximava as competições os treinamentos se intensificavam nos finais de semana.
Agora o ginasta são-bentense se prepara para iniciar os treinamento pelo projeto Fique em casa, da Federação de Ginástica de Santa Catarina. “Aproveito este espaço para agradecer todo o apoio que a prefeitura de São Bento do Sul tem me dado por meio da Fundação Desporto em me conceder o auxílio da bolsa-atleta, ao meio treinador e também quero agradecer o apoio da Associação de Ginástica Olímpica de São Bento do Sul”, finaliza Gabriel.
Texto: Antonio Prado
O objetivo será a elaboração de um protocolo para a volta do calendário da Fesporte
No final da tarde desta segunda-feira, 8, o presidente da Fesporte, Rui Godinho, reuniu-se de maneira virtual com diversos representantes de federações esportivas. Na pauta a possível volta do calendário esportivo da Fesporte.
Godinho pontuou o desejo de voltar com as atividades esportivas e reiterou mais um vez a proposta de quatro calendários alternativos, sempre levando em consideração a segurança sanitária. Propôs que cada representante elaborasse um protocolo de retorno das atividades com as especificidades da modalidade com propostas alternativas para que a modalidade pudesse participar de forma segura das competições da Fesporte e que tal documento fosse enviado à instituição.
As propostas serão usadas como base para o pedido do retorno das atividades esportivas junto ao Governo Estadual . Os dirigentes elogiaram a postura da Fesporte em lutar pela volta das competições com segurança. Muitos mostraram preocupação com alojamentos e alimentação dos atletas, mas, segundo Rui Godinho, tudo está sendo pensado para que os jogos sejam feitos de forma segura, inclusive com a possibilidade de um evento ser organizado por modalidade.
Segundo Rui tudo está sendo feito para a realização das competições porque no esporte existe toda uma cadeia de pessoas beneficiadas pelo setor. “Tem a economia gerada com o evento, famílias que dependem do esporte, atletas e técnicos que dependem de bolsa. Se não tem competição não tem bolsa-atleta, enfim, uma série de coisas que ficarão prejudicadas com a não realização dos jogos”.
Para o presidente da Fesporte neste momento de pandemia é hora de se observar as alternativas.“Nesse momento estamos priorizando a volta com as modalidades esportivas que não tenham tantos contatos. Por exemplo na reunião foram colocados exemplos como bolão, bocha, xadrez, tênis de mesa, entre outros. Isso são idéias iniciais. Algumas federações obedecem determinações de suas federações nacionais para a volta de suas atividades, ou seja, temos que ajustar isso também, mas o importante é que estamos conversando com as federações para buscar uma alternativa segura para a volta do calendário esportivo da Fesporte”, finaliza Rui Godinho.
Participaram da reunião virtual representantes das federações de atletismo (Deraldo Oppa), xadrez (Marcelo Pomar), tênis de mesa (Ivon Schindler), ginástica (Elen Kegel), Bolão (Arthur Dutra), badminton (Wilson Domingos), Remo (André Dudra), ciclismo (Carlos Andrade), natação (Marcelo Costa) vôlei de praia (Priscila Jochem), bocha (Fernando Reinert).
Texto: Antonio Prado
Nesta semana esteve na sede da Fesporte o servidor público João Victor Bernardes. Ele é sobrinho das gêmeas Vera Lúcia e Vera Regina, que brilharam das décadas de 70 e 80 nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) disputando atletismo por Florianópolis.
O acervo tem um total de nove medalhas, de oito edições, distribuídas em ouro e prata entre centenas que foram conquistadas ao longo da carreira das duas Veras. Observar o design das medalhas é uma viagem no tempo e na história dos Jasc.
Nesta pequena amostra há medalhas da 13ª edição dos Jasc de Itajaí, 1972; 14ª em São Bento do Sul, 1973; 18ª em Florianópolis, 1977; 19ª em Caçador, 1978; 15ª em Criciúma, 1974; 21ª em Jaraguá do Sul, 1980; 22ª em Lages, 1981; 23ª em Itajaí, 1982 e 24ª edição dos Jasc em Concórdia no ano de 1984.
Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, é um dos objetivos de sua gestão fazer o resgate histórico do esporte catarinense. “Já estamos concluindo o novo site da Fesporte e nele haverá espaço para a história do nosso esporte. Desde que a Fesporte foi criada, em 1993, foram revelados grandes atletas, vivenciamos grandes momentos de emoção, drama e superação. Este vídeo com medalhas antigas dos Jasc e outros fatos históricos vamos preservar para que as gerações futuras conheçam todo o legado do esporte catarinense”.
Agora clica no vídeo e conheça um pouco da história dos Jasc.
Texto: Antonio Prado
No final 2019 integrantes da Fesporte se reuniram com objetivo de discutir ações que melhorassem o sistema esportivo de Santa Catarina. Na ocasião o presidente da Fesporte, Rui Godinho, sugeriu que se criassem canais de comunicação com as universidades. A idéia central era trazer o pensamento, a ação acadêmica, a ciência, enfim, a universidade para dentro da Fesporte com o objetivo de fomentar discussões e gerenciamento do sistema esportivo catarinense com o propósito de melhorar qualitativamente o setor já que a Fesporte tem por finalidade: planejar, formular e normatizar as políticas de esporte e estabelecer parcerias com órgãos.
Em 2020, o que era apenas idéias no ano passado começou a tomar forma por meio de parcerias entre Fesporte, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udec). Os acordos não implicaram qualquer repasse de recursos por parte da Fesporte.
A primeira parceria de cooperação técnica foi assinada dia 7 de abril
com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (Ipie), coordenado pelo professor Dr. Fernando Marinho Mezzadri. O termo visa viabilizar uma cooperação acadêmica e científica entre as partes, no que tange o desenvolvimento do projeto “Estrutura e Governança do Esporte em Santa Catarina”.
Análise do setor esportivo
O projeto visa ainda levantar, catalogar e analisar os dados do setor esportivo catarinense, apontando as principais carências e necessidades do segmento. A iniciativa chega a todos os municípios catarinenses por intermédio do Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte, em que os dirigentes municipais acessam um tutorial e serão redirecionados ao site da pesquisa (http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/) . Ou seja: a, pesquisa ocorre de forma totalmente on-line para a coleta de informações, dispensando possíveis custos de diárias, hospedagens, transporte e alimentação dos pesquisadores. Assim que concluída a pesquisa, os dados estarão disponíveis para consulta no próprio site.
No vídeo o presidente da Fesporte, Rui Godinho, fala da importância da parceria entre Fesporte, UFPR e Udesc para melhorar o esporte
As pesquisas começaram efetivamente dia 23 de abril com técnicos da Fesporte e da UFPR explicando, posteriormente, via lives, como os integrantes da comunidade esportiva poderiam participar do estudo.
O presidente da Fesporte, Rui Godinho, destaca que a importância da parceria, já que trará informações científicas e diagnósticos essenciais para o setor. “A parceria entre Fesporte e UFPR será fundamental para a boa atuação do Governo na promoção e no desenvolvimento esportivo. Neste sentido, a formalização do acordo de cooperação técnica é de grande importância, pois visa levantar, catalogar e analisar os dados, apontando as principais carências e necessidades do segmento em Santa Catarina”.
A gerente de Políticas Públicas e Projetos Esportivos da Fesporte, Aline Floss destaca que esta ação entre a instituição estadual e universidades tem uma importância significativa, pois tem a participação de cada município para o desenvolvimento do projeto que refletirá a realidade sobre a gestão de governança nos municípios catarinenses, envolvendo programas desenvolvidos, modalidades praticadas, leis esportivas municipais, conselhos esportivos, leis de fomento, características do órgão gestor, entre outros.
Parceria com a Udesc
E para participar do projeto, juntamente com a UFPR, a Fesporte assinou dia 27 de maio a parceria de cooperação técnica com o Núcleo de Estudos em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Nepegem/Udesc).
O Nepegem/Udesc produz, aglutina, sistematiza, analisa e difundi informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado e, com destaque, desenvolve parcerias colaborativas com organizações e entidades de administração do esporte que sejam referências nas mais diversas áreas que compõem o sistema esportivo do País.
Ao participar do projeto juntamente com Fesporte e UFPR a Udesc colaborará no mapeamento de informações a respeito da realidade esportiva nos municípios de Santa Catarina, a fim de que os dados coletados possam subsidiar a tomada de decisões mais precisas no que tange às políticas de esporte e lazer.
Caminho importante para pesquisa
Para Rui Godinho da Mota, presidente da Fesporte, o termo de cooperação com a Udesc é um ganho muito importante para as pesquisas. “É fundamental, para esse tipo de pesquisa, que possamos agregar valores. É um ganho muito grande não só para o nosso trabalho, mas para cada organização envolvida, para os profissionais e para os acadêmicos que serão parte significante nesse processo de construção e troca de conhecimento, sobretudo para a formação de cada um”, disse Godinho.
A tendência das pesquisas promovidas pela UFPR/Ipie é atingir todo o território nacional, e a parceria permitirá à Udesc ser um importante braço do Inteligência Esportiva em Santa Catarina, na capacidade de produzir, aglutinar, sistematizar, analisar e difundir informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado.
Texto: Antonio Prado e Heron Queiroz