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Galdino: o servente de pedreiro que virou atleta olímpico

Em alusão ao dia olímpico, dia 23 de junho, a Fesporte republica uma matéria de 2017, que conta a trajetória do atleta olímpico catarinense Sérgio Vieira Galdino.Nascido no dia 7 de maio de 1969, no município de Armazém, SC, Sérgio Vieira Galdino é um dos grandes atletas do Estado. Aos 15 anos era ajudante de pedreiro em Blumenau quando conheceu o esporte que mudou a sua vida. Participou de três olimpíadas disputando a marcha atlética: Barcelona 1992 (25º lugar nos 20km), Atlanta 1996 (26º lugar nos 20km) e Atenas (2004, 26 na prova dos 50km).

Tem 16 títulos de campeão brasileiro, 5 sul-americano e 16 medalhas de ouro dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). O ponto alto foi quando bateu recorde brasileiro e sul-americano em 1995 na cidade de Heisenhuttenstadt, nos 20km na Alemanha, com a marca de 1h19min, só batida em 2016. Confira abaixo a matéria na íntegra.

PERSONAGEM DO ESPORTE

Confira a história do marchador Sérgio Galdino na série "Personagem do Esporte"

Aos quatro anos de idade, o franzino Sérgio Galdino saiu do pequeno município de Armazém com a família rumo a Blumenau. O percurso dos cerca de 270 quilômetros foi mais que suficiente para pensar em dias melhores. Trabalhar na lavoura já não dava mais. Era preciso um novo centro para viver. Novas oportunidades. Mas, os primeiros passos na terra da Oktoberfest não foram fáceis. Aos 13 anos, o menino Galdino tinha que conciliar os estudos na Escola Estadual Hercílio Deeke com a função de auxiliar de pedreiro. Ajudava o pai a aumentar a renda familiar.Clique aqui e veja a entrevista em vídeo

Mas, quis o destino que o esporte mudasse a realidade do garoto. Aos 15 anos, seu professor de educação física o encaminhou para a Fundação Municipal de Esporte de Blumenau para a prática esportiva. Lá foi apresentado ao atletismo, e, de primeira, não gostou do que viu. Mostraram-lhe a marcha atlética. “Quando vi que tinha que andar ou correr rebolando daquele jeito disse a mim mesmo que aquilo não era coisa de homem e que não faria jamais”.

Passados 10 anos deste pensamento, o mesmo Galdino, aos 23 anos, cruzava a linha de chegada Estádio Olímpico Luís Companys, na olimpíada de Barcelona em 1992, como o 25º melhor marchador do mundo. Era aplaudido pela torcida, que reconhecera o esforço do catarinense para transpor os 20 quilômetros de prova. “Passou um filme na minha cabeça. Lembrei da minha família, dos meus colegas de colégio. Pensei na zoação dos que diziam rindo em tom de chacota: Tá treinando para olimpíada?, por pensar que a competição era algo inatingível”.

Entre os grandes do esporte

Agora, 10 anos após deixar as pistas, Sérgio Galdino figura entre os grandes atletas catarinenses. No currículo são três olimpíadas; além de Barcelona (25º lugar nos 20km), Atlanta (1996, 26º lugar nos 20km) e Atenas (2004, 26º na prova dos 50km); e 16 títulos de campeão brasileiro.

Somam-se ainda cinco títulos sul-americanos e 16 medalhas de ouro dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Sua primeira participação dos Jasc foi em 1985, em Brusque, ficando em segundo lugar. No ano seguinte, em Joinville, conquistou a primeira medalha de ouro. A última medalha de ouro nos Jasc foi em 2005 em Joaçaba.

Em âmbito internacional, um dos pontos alto da carreira foi quando bateu o recorde brasileiro e sul-americano em 1995 na cidade de Heisenhuttenstadt, nos 20km na Alemanha, com a marca de 1h19min, só batida em 2016. Antes, porém, no mesmo solo alemão, em 1993, Galdino já havia se consagrado como o sexto melhor atleta do planeta, em prova disputada em Stuttgart.

O início 

Como se sabe, toda história de sucesso tem um início, e a de Galdino começou como a primeira medalha de ouro na carreira, em 1985, conquistada nos cinco quilômetros nos Jogos Estudantis da Primavera, de Blumenau.  Posteriormente, ainda no mesmo ano, sentiu mais outro gostinho do pódio. Desta vez, na etapa estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), em Concórdia. Participou dos mil metros da marcha atlética e fechou a prova em 2º lugar.

Até 2007, quando parou, o esporte lhe proporcionou conhecer mais de 30 países representando o Brasil. Nesse período, viveu momentos marcantes. Ora por vitórias, ora por frustrações. Entre os fatos que guarda com carinho especial na lembrança, Galdino enumera: “Ganhar meu primeiro troféu Brasil em São Paulo (1988), meu primeiro sul-americano, em Medelin (1989), Colômbia, vencendo os colombianos Hector Moreno, o Querubim Boeno, na casa deles, sendo eles referências na América do Sul”.

Outro momento marcante do catarinense ocorreu em 1999: “Venci  o sul-americano em Cocha Bamba, na Bolívia, nos segundos finais, já quase desmaiando devido ao efeito da altitude”.

Uma trombose: o maior drama

Já entre os momentos de que não gosta de lembrar, está o de uma quase morte durante uma viagem. “Vinha do mundial de Helsinque, na Finlândia, em 2005 (15º lugar), e no voo longo entre Frankfurt São Paulo, senti um desconforto na panturrilha direita. No dia seguinte, mal colocava o pé no chão de tanta dor. Por conhecer um pouco de fisiologia, procurei um médico. No ultrassom, constatou-se uma trombose profunda na veia poplítea na parte posterior do joelho. Resultado: fiquei internado por cinco dias para tratar da trombose, e meu médico disse que eu poderia ter sofrido uma morte súbita”.

Conta ainda do dia em que chorou no avião pela frustração de realizar uma prova ruim. “Foi nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Até os 30 quilômetros, eu estava me sentindo muito bem. Fui preparado para ganhar a prova e, faltando cerca de 15 quilômetros para o final, passei a sentir câimbras nas pernas. Me deu uma pane física, e acabei em quarto lugar. Chorei feito criança”, lembra.

Mas, entre altos e baixos, Galdino diz convicto que as realizações positivas foram superiores. E, segundo ele, sua participação em três olimpíadas corroboram para essa maneira de pensar. E como não poderia deixar de ser ele elege as três como o ponto mais alto da carreira. “São milhões de atletas talentosos que tentam e não conseguem. Eu consegui. Com muito esforço e treinamentos exaustivos, consegui aproveitar o talento que Deus me deu”.

 

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                       

 

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Fesporte e federações dialogam retorno seguro do esporte

Desde que começou a pandemia do Covid-19 a Fesporte vem dialogando com representantes de federações esportivas e dirigentes municipais na busca de alternativas da volta do calendário de forma segura. A Fesporte desenvolveu quatro calendários alternativos  para realização dos eventos em diferentes formatos e apresentados a comunidade esportiva. 

Durante as conversas com as federações, a Fesporte propôs a possibilidade  dos eventos do calendário serem realizados  por modalidade, respeitando a especificidade de cada segmento. Todas as ações entre federações e Fesporte serão concretizadas mediante liberação da Secretaria Estadual de Saúde.

No segmento de lutas, por exemplo, a Fesporte já enviou à Secretaria Estadual de Saúde, protocolo de segurança para o retorno de treinamentos e academias do setor com todos os cuidados sanitários exigidos para o momento de pandemia.  O pedido foi estendido a todas as modalidades de luta, que pudessem retornar com treinos em duplas fixas, formadas por pessoas do mesmo ciclo familiar (que encontrassem na mesma quarentena juntas), do mesmo ciclo de amizade, que não apresentassem nenhum sintoma de Covid-19 e que concordem e assinem termo de responsabilidade.

Tal protocolo teve como consultores profissionais de medicina e de educação física, além de integrantes do Conselho Estadual de Esporte, Tribunal de Justiça Desportiva, Conselho Regional de Educação Física e Associação das Federações de Esportes de Santa Catarina e aguarda parecer técnico da Secretaria de Saúde.

As demais federações esportivas estão elaborando protocolos de retorno de atividades e enviando à Fesporte. Segundo o presidente da Fesporte, Rui Godinho, as propostas serão usadas como base para o pedido do retorno das atividades esportivas junto ao Governo Estadual . “Tudo está sendo pensado para que os jogos sejam feitos de forma segura, inclusive com a possibilidade de um evento ser organizado por modalidade.  O importante é que na pandemia a Fesporte não parou, sempre esteve buscando soluções para que o esporte catarinense não parasse por completo”.

O presidente da Fesporte reforça que tudo está sendo feito para a realização das competições porque no esporte existe toda uma cadeia de pessoas beneficiadas pelo setor. “Tem a economia gerada com o evento, famílias que dependem do esporte, atletas e técnicos que dependem de bolsa. Se não tem competição não tem bolsa-atleta, enfim, uma série de coisas que ficarão  prejudicadas com a não realização dos jogos”.

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

 

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Fesporte promove mapeamento de instalações esportivas

Ação inédita permitirá visão geral do esporte catarinense e tomadas de decisões para políticas públicas do setor

Desde o dia 1º de junho a Fesporte realiza, de forma inédita, junto a dirigentes municipais, um inventário (mapeamento) de todas as instalações esportivas do estado de Santa Catarina. Assim que o trabalho for concluído, no qual a etapa cadastral tem prazo de término previsto para dia 30 de junho, Santa Catarina será pioneira no Brasil por ser o primeiro estado brasileiro a ter um georreferenciamento das praças de esportes de seus municípios.

Após a coleta de dados todas as informações de infraestrutura esportiva estarão disponíveis no site da Fesporte para serem consultadas pelo público: quadras, campos de futebol, pistas, ginásios, canchas, piscinas, entre outros. Detalhes como dimensões das estruturas esportivas, banheiros, capacidade de público, vestiários, equipamentos, mapas de localização (via google maps) e fotos poderão ser vistos pelos usuários. 

Trabalhos realizados de forma on-line

A coordenação do trabalho está sendo realizada pela Gerência de políticas de projetos esportivos da Fesporte (Geppe), por meio dos coordenadores esportivos regionais vinculados à entidade, os quais dão suporte aos gestores municipais neste levantamento.

 “As ações estão sendo realizadas de forma on-line por dirigentes municipais com apoio de nossos coordenadores esportivos. Eles acessam o nosso sistema, via ‘QR Codes’, que direcionam a questionários com a solicitação de informações sobre as instalações esportivas. Depois que as informações são preenchidas elas são enviadas para o nosso sistema. Após elas passam por uma formatação didática e visual para uma melhor compreensão do público. A etapa seguinte é georreferenciamento no my maps que ficará disponível no site da Fesporte”, esclarece Aline Floss, gerente da Geppe. 

A infraestrutura esportiva de SC estará disponível on-line no site da Fesporte (Foto: Divulgação Fesporte

Esta ação atende a Lei na Lei Complementar n° 741, de 12 de junho de 2019, em seu artigo 69, inciso IX, que diz que a Fesporte, tem por objetivo fomentar, desenvolver e executar a política estadual de esporte e promover o inventário e a hierarquização dos espaços esportivos.

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, diante do respaldo legal, este levantamento irá possibilitar o desenvolvimento de estratégias que subsidiarão a elaboração de uma plataforma de gestão de indicadores de esporte e lazer no estado, visando o delineamento de ações de modo a promover maior qualidade de vida à população catarinense.

"Santa Catarina mais uma vez na vanguarda"

Segundo Godinho a falta de dados impede o conhecimento da realidade do sistema esportivo existente. “O Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, mais uma vez está na vanguarda no Brasil no que diz respeito ao gerenciamento do setor esportivo. Este diagnóstico da realidade atual das instalações esportivas do Estado servirá como um mecanismo para subsidiar a tomada de decisões relativas às políticas públicas catarinenses, bem como potencializar as práticas esportivas como geradoras de desenvolvimento. Enfim, depois que todo o processo de catalogação estiver concluído o usuário terá a infraestrutura esportiva catarinense na palma da mão”.

Na prática, segundo o presidente, o mapa do esporte catarinense será importante instrumento para saber quais as regiões que necessitam de maior investimento público e mostrar onde há infraestrutura adequada para a realização dos eventos da Fesporte, como Jasc, Joguinhos, Olesc, Parajasc, entre outros.

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

 

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Fesporte participa de reunião sobre esporte no Brasil

O presidente da Fesporte, Rui Godinho, participou nesta terça-feira, 16, de uma reunião on-line com secretários estaduais de esporte e representantes do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE), órgão ligado à Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na pauta das conversas o andamento dos trabalhos de cadastramento esportivo, junto às secretarias estaduais de esportes e às entidades municipais que o IPIE está realizando com apoio da Secretaria Especial do Esporte.

A iniciativa do IPIE juntos às secretarias de esporte, que inclui a Fesporte, é levantar dados sobre o esporte nas cidades brasileiras, com a finalidade de diagnosticar e analisar a forma com que as políticas são realizadas; além de proporcionar a organização dos dados para uso das instituições públicas esportivas municipais.

A partir parceira Fesporte, IPIE/UFPR e Udesc, desde o dia 23 abril a Fesporte já está trabalhando neste processo, que junto aos dirigentes municipais está levantando, catalogando e analisando os dados do setor esportivo catarinense, apontando as principais carências e necessidades do segmento. 

Rui explicou que a iniciativa está chegando a todos os municípios catarinenses por intermédio do Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte, em que os dirigentes municipais acessam um tutorial e são redirecionados ao site da pesquisa (http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/). Ou seja, a pesquisa ocorre de forma totalmente on-line para a coleta de informações, dispensando possíveis custos de diárias, hospedagens, transporte e alimentação dos pesquisadores. Assim que concluído o estudo, os dados estarão disponíveis para consulta no próprio site.

Participaram da reunião os secretários de esporte da Bahia, Rondônia, Tocantins, Ceará, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Roraima. Pelo IPIE participou o professor Fernando Mezzadri e pela Secretaria Especial do Esporte Edward Borba, diretor de cooperação técnica.

Texto: Antonio Prado 

 

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Vem aí o novo website da Fesporte

Um importante projeto da Fesporte para 2020 está sendo realizado. Em fase final de estruturação, em breve o novo website da Fesporte estará à disposição da comunidade esportiva, entidades e público em geral. 

Mais moderno, responsivo e de fácil navegabilidade, o novo site não possui apenas de um bonito visual, mas de um conjunto de novas funções que facilitarão a interação com dirigentes municipais e promoverão maior proximidade entre a Fesporte e municípios, escolas, federações e outras instituições esportivas, atletas, técnicos e profissionais de imprensa.

Fique atento. Logo logo estaremos no ar, de cara nova e com muitas novidades.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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Guga: 20 anos do bi em Roland Garros do nosso número um

Guga Kuerten comemora os 20 anos da conquista do segundo título de campeão do torneio de tênis de Roland Garros, passo importante para, no fim daquele mesmo ano 2000, chegar a primeiro do ranking mundial, com a Masters Cup.

Em 11 de junho do ano 2000, o mais famoso manezinho da Ilha subiu, pela segunda vez, no mais alto lugar do pódio de um dos mais importantes torneios de grand slam do tênis mundial: Roland Garros. Gustavo Kuerten não conquistava apenas o bicampeonato do torneio, mas conquistava um honroso lugar em que o tênis brasileiro jamais havia se visto; conquistava o coração do mundo com seu jeito de jogar, sua simpatia, seu carisma; conquistava tantos outros manes, que saíam de suas cadeiras em repartições para acompanhar nas vitrines do Calçadão da Felipe Schmidt, cada movimento, cada ponto, de um esporte que ele mal conhecia, mas que sabia: esse é nosso, esse é o Guga.

Gustavo Kuerten, que participou dos Joguinhos Abertos e, ainda com 13 anos de idade, já conquistava seu primeiro ouro nos Jogos Abertos de Santa Catarina, ficou marcado como uma das mais importantes personalidades do esporte catarinense e do brasileiro. Em 1997, viria o primeiro título de Roland Garros. Já o bicampeonato, no ano 2000, deu a ele também à vice-liderança no ranking. Menos de seis meses depois, no dia 4 de dezembro daquele ano, aos 24 anos de idades, passaria a ser o primeiro do mundo, com o título do Masters Cup, enchendo ainda mais de orgulho o povo catarinense.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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As pedaladas do bem de Natalia Radatz

Ciclista Natália Radatz, de Indaial, partiu na madrugada desta quinta-feira (11) para o desafio de 300 km de pedalada, em 24 horas, por nove municípios do Valeu Europeu, para arrecadar auxílio financeiro ao Hospital Beatriz Ramos e ao Projeto "Ame sem Fronteiras".

O esporte cada vez mais tem se mostrado à sociedade como um elemento importante em ações de superação e de demonstração de empatia e altruísmo, em especial num período de distanciamento social e de incertezas como este decorrente da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. E foi isso que levou a ciclista de montainbike, Natália Radatz, a lançar o desafio de percorrer 300 km para promover ajuda ao Hospital Beatriz Ramos, de Indaial, e ao projeto “Ame sem Fronteiras”.

A atleta catarinense, de 23 anos, e natural de Indaial, cidade que representou nas três últimas edições dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Mas o desafio agora é outro, e o adversário é bem diferente. Natália terá pela frente 24 horas de pedalada, passando por nove municípios da região do Vale Europeu, em Santa Catarina. Partindo de Indaial, no Hospital Beatriz Ramos, às 4 horas da madrugada desta quinta-feira (11), sob chuva, tendo pela frente um percurso de 300 km, pelos municípios de Apiúna, Rio dos Cedros, Benedito Novo, Timbó, Pomerode, Rodeio e Doutor Pedrinho.

“Quero mostrar as pessoas os caminhos do nosso Vale Europeu. Vou contar com toda a estrutura durante o trajeto. Assim todos poderão acompanhar meu desempenho e ajudar importantes instituições”, disse Natália. A transmissão está sendo feita pelos perfis da ciclista nas redes sociais: Facebook e Instagram (@nataliaradatz).

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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Fesporte reúne com presidentes de federações esportivas

O objetivo será a elaboração de um protocolo para a volta do calendário da Fesporte

No final da tarde desta segunda-feira, 8, o presidente da Fesporte, Rui Godinho, reuniu-se de maneira virtual com diversos representantes de federações esportivas. Na pauta a possível volta do calendário esportivo da Fesporte.

Godinho pontuou o desejo de voltar com as atividades esportivas e reiterou mais um vez a proposta de quatro calendários alternativos, sempre levando em consideração a segurança sanitária. Propôs que cada representante elaborasse um protocolo de retorno das atividades com as especificidades da modalidade com propostas alternativas para que a modalidade pudesse participar de forma segura das competições da Fesporte e que tal documento fosse enviado à instituição.

As propostas serão usadas como base para o pedido do retorno das atividades esportivas junto ao Governo Estadual . Os dirigentes elogiaram a postura da Fesporte em lutar pela volta das competições com segurança. Muitos mostraram preocupação com alojamentos e alimentação dos atletas, mas, segundo Rui Godinho, tudo está sendo pensado para que os jogos sejam feitos de forma segura, inclusive com a possibilidade de um evento ser organizado por modalidade. 

Segundo Rui tudo está sendo feito para a realização das competições porque no esporte existe toda uma cadeia de pessoas beneficiadas pelo setor. “Tem a economia gerada com o evento, famílias que dependem do esporte, atletas e técnicos que dependem de bolsa. Se não tem competição não tem bolsa-atleta, enfim, uma série de coisas que ficarão  prejudicadas com a não realização dos jogos”. 

Para o presidente da Fesporte neste momento de pandemia é hora de se observar as alternativas.“Nesse momento estamos priorizando a volta com as modalidades esportivas que não tenham tantos contatos. Por exemplo na reunião foram colocados exemplos como bolão, bocha, xadrez, tênis de mesa, entre outros. Isso são idéias iniciais. Algumas federações obedecem determinações de suas federações nacionais para a volta de suas atividades, ou seja, temos que ajustar isso também, mas o importante é que estamos conversando com as federações para buscar uma alternativa segura para a volta do calendário esportivo da Fesporte”, finaliza Rui Godinho.

Participaram da reunião virtual representantes das federações de atletismo (Deraldo Oppa), xadrez (Marcelo Pomar), tênis de mesa (Ivon  Schindler), ginástica (Elen Kegel), Bolão (Arthur Dutra), badminton (Wilson Domingos), Remo (André Dudra), ciclismo (Carlos Andrade), natação (Marcelo Costa) vôlei de praia (Priscila Jochem), bocha (Fernando Reinert).

Texto: Antonio Prado 

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Luto: Esporte catarinense perde Ademar Bittencourt

Faleceu, na última quarta-feira (3), o desportista Ademar Bittencourt, mais conhecido como Índio. Aos 72 anos, ele estava internado havia cerca de um mês no hospital Santa Terezinha (HUST), tendo sido diagnosticado com câncer há cerca de quatro anos.

Índio foi o maior multicampeão de Joaçaba nos Jogos Abertos: futsal 1979 (1882 e 1985), bocha masculino (1988 e 1989) e técnico de bolão 23 feminino (1996). Além disso, foi presidente da comissão organizadora dos JASC de 1998 e 2006, em Joaçaba.

Além do esporte, índio também era envolvido com a cultura joaçabense, em especial a carnavalesca, uma das mais expressivas do estado, tendo sido presidente da Liesjho (Liga Independente de Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d’Oeste.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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Fesporte traz ciência da academia ao esporte

No final 2019 integrantes da Fesporte se reuniram com objetivo de discutir ações que melhorassem o sistema esportivo de Santa Catarina. Na ocasião o presidente da Fesporte, Rui Godinho, sugeriu que se criassem canais de comunicação com as universidades. A idéia central era trazer o pensamento, a ação acadêmica, a ciência, enfim, a universidade para dentro da Fesporte  com o objetivo de fomentar discussões e gerenciamento do sistema esportivo catarinense com o propósito de melhorar qualitativamente o setor já que a Fesporte tem por finalidade: planejar, formular e normatizar as políticas de esporte e estabelecer parcerias com órgãos.

Em 2020, o que era apenas idéias no ano passado começou a tomar forma por meio de parcerias entre Fesporte, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udec). Os acordos não implicaram qualquer repasse de recursos por parte da Fesporte.

A primeira parceria de cooperação técnica foi assinada dia 7 de abril  

com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (Ipie), coordenado pelo professor Dr. Fernando Marinho Mezzadri. O termo visa viabilizar uma cooperação acadêmica e científica entre as partes, no que tange o desenvolvimento do projeto “Estrutura e Governança do Esporte em Santa Catarina”.

Análise do setor esportivo

O projeto visa ainda levantar, catalogar e analisar os dados do setor esportivo catarinense, apontando as principais carências e necessidades do segmento. A iniciativa chega a todos os municípios catarinenses por intermédio do Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte, em que os dirigentes municipais acessam um tutorial e serão redirecionados ao site da pesquisa (http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/) . Ou seja: a, pesquisa ocorre de forma totalmente on-line para a coleta de informações, dispensando possíveis custos de diárias, hospedagens, transporte e alimentação dos pesquisadores. Assim que concluída a pesquisa, os dados estarão disponíveis para consulta no próprio site.

No vídeo o presidente da Fesporte, Rui Godinho, fala da importância da parceria entre Fesporte, UFPR e Udesc para melhorar o esporte

As pesquisas começaram efetivamente dia 23 de abril com técnicos da Fesporte e da UFPR explicando, posteriormente, via lives, como os integrantes da comunidade esportiva poderiam participar do estudo.

 O presidente da Fesporte, Rui Godinho, destaca que a importância da parceria, já que trará informações científicas e diagnósticos essenciais para o setor. “A parceria entre Fesporte e UFPR será fundamental para a boa atuação do Governo na promoção e no desenvolvimento esportivo. Neste sentido, a formalização do acordo de cooperação técnica é de grande importância, pois visa levantar, catalogar e analisar os dados, apontando as principais carências e necessidades do segmento em Santa Catarina”. 

A gerente de Políticas Públicas e Projetos Esportivos da Fesporte, Aline Floss destaca que esta ação entre a instituição estadual e universidades tem uma importância significativa, pois tem a participação de cada município para o desenvolvimento do projeto que refletirá a realidade sobre a gestão de governança nos municípios catarinenses, envolvendo programas desenvolvidos, modalidades praticadas, leis esportivas municipais, conselhos esportivos, leis de fomento, características do órgão gestor, entre outros.

Parceria com a Udesc

E para participar do projeto, juntamente com a UFPR, a Fesporte assinou dia 27 de maio a parceria de cooperação técnica com o Núcleo de Estudos em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Nepegem/Udesc).

O Nepegem/Udesc produz, aglutina, sistematiza, analisa e difundi informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado e, com destaque, desenvolve parcerias colaborativas com organizações e entidades de administração do esporte que sejam referências nas mais diversas áreas que compõem o sistema esportivo do País.

Ao participar do projeto juntamente com Fesporte e UFPR a Udesc colaborará no mapeamento de informações a respeito da realidade esportiva nos municípios de Santa Catarina, a fim de que os dados coletados possam subsidiar a tomada de decisões mais precisas no que tange às políticas de esporte e lazer.

Caminho importante para pesquisa

Para Rui Godinho da Mota, presidente da Fesporte, o termo de cooperação com a Udesc é um ganho muito importante para as pesquisas. “É fundamental, para esse tipo de pesquisa, que possamos agregar valores. É um ganho muito grande não só para o nosso trabalho, mas para cada organização envolvida, para os profissionais e para os acadêmicos que serão parte significante nesse processo de construção e troca de conhecimento, sobretudo para a formação de cada um”, disse Godinho.

A tendência das pesquisas promovidas pela UFPR/Ipie é atingir todo o território nacional, e a parceria permitirá à Udesc ser um importante braço do Inteligência Esportiva em Santa Catarina, na capacidade de produzir, aglutinar, sistematizar, analisar e difundir informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado.

Texto: Antonio Prado e Heron Queiroz

 

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CPB cancela Paralimpíadas Escolares 2020

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) publicou, na última segunda-feira (1º), a medida de cancelamento das Paralimpíadas Escolares 2020, em decorrência da pandemia de Covid-19. O evento estava programado para o período de 23 a 28 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Neste ano, chegaria à sua 14ª edição, número de ordem que ficará para 2021.

A competição reúne anualmente cerca de 1.200 atletas com deficiência física, intelectual ou visual, de 12 a 17 anos, de todo o país. Santa Catarina, atual vice-campeã da competição, tem-se mostrado uma das principais forças do paradesporto escolar brasileiro. A primeira edição do evento aconteceu em 2006, ainda com a denominação Paralímpicos do Futuro, da qual Santa Catarina foi campeã em 2007. A partir de 2009, com nova formatação, passou a se chamar Paralimpíadas Escolares. Em 2014, os catarinenses voltaram a erguer o maior troféu da competição. Em 2016, com a inauguração do CT Paralímpico, em São Paulo, a capital paulista passou a ser sede permanente do evento.

Para o gerente de esporte de participação da Fesporte, Luiz Fernando Bezerra, o CBP tomou uma decisão acertada. “É bastante sensata a medida tomada pelo CPB. O mais importante é a saúde. É um evento que envolve atletas com deficiência. Muitos deles dependem técnicos e acompanhantes para o dia a dia, além da competição propriamente, e entendemos como uma ação importante de proteção às delegações, sobretudo porque São Paulo ainda é o epicentro do Covid-19 no Brasil. Ficamos tristes porque temos muitos atletas de ponta que poderão estar estourando a idade e não poderão participar no próximo ano. Atletas deficientes em idade escolar sonham em participar das Paralimpíadas Escolares. Para muitos, estar lá já é um troféu, mas entendemos que não podemos arriscar vidas”, disse Bezerra.

Em 2019, durante a 13ª edição, Bezerra e o presidente da Fesporte, Rui Godinho, reuniram-se com vice-presidente do CPB, Ivanildo Brandão, a quem manifestaram o interesse em Santa Catarina sediar as Paralimpíadas Escolares, uma vez que o evento voltaria a ter sede itinerante. É possível, portanto, que a conversa seja retomada para o próximo ano, e Santa Catarina possa ser sede em 2021.

Bezerra (E) e Godinho (C) e Brandão (D) conversaram sobre a possibilidade de SC sediar Paralimpíadas Escolares    (Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte)

O Centro de Treinamento Paralímpico permanece fechado para atividades esportivas por tempo indeterminado, e a Diretoria Técnica do CPB avalia os impactos da mudança do calendário.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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Grande seletiva de judô pode definir vagas para estaduais

O presidente Rui Godinho da Mota recebeu, na manhã desta terça-feira (2), na sede da Fesporte, o presidente da Federação Catarinense de Judô (FCJ), Moisés Penso. A visita teve como principal objetivo a proposta de realização de seletivas estaduais abertas da modalidade para a definição dos 16 atletas por categoria classificados para a etapa estadual de cada um dos eventos poliesportivos promovidos pelo Governo do Estado: Jogos Abertos, Joguinhos Abertos, Olimpíada Estudantil e Jogos Escolares de Santa Catarina.

Godinho já havia proposto essa fórmula de redução para 16 participantes por categoria ainda no mês de abril, devendo-se aplicar a praticamente todas as modalidades individuais. A questão maior envolve a forma de classificação, uma vez que as questões epidemiológicas deixam o quadro de distanciamento social ainda indefinido. Em vista disso, Penso propôs uma grande seletiva aberta, organizada pela FCJ em parceria com a Fesporte. A seletiva deverá contar com atletas dos grandes eventos. São 16 categorias nos Jesc (em cada uma das duas faixas etárias: 12 a 14 e 15 a 17 anos) e nos Joguinhos, 14 nos Jasc e 18 na Olesc.

“Essa é uma forma de contribuirmos com o esporte catarinense. Manter o calendário ativo é importante para a manutenção de bolsa-atleta e bolsa-técnico”, destacou Penso. Godinho observou que o esporte de Santa Catarina está na vanguarda. “Estamos tentando fazer com que o esporte volte o quanto antes, mas com toda a segurança necessária, preservando a saúde dos atletas, técnicos e demais envolvidos”, disse ele.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

 

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