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Esporte de SC de luto: morre Salézio Kindermann

A Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) lamenta o falecimento de Salézio Kindermann, neste sábado (15), aos 77 anos, em decorrência de complicações por conta da Covid-19.Ele estava internado há 37 dias no Hospital Maicé, em Caçador. O velório neste domingo é restrito aos familiares.

Dirigente esportivo com incontáveis ações em prol do esporte catarinense, dos quais o levaram a ser Comendador do Esporte de Santa Catarina, outorga concedida pelo Conselho Estadual de Esporte, a maior honraria do esporte catarinense, pelos grandes serviços prestados ao esporte do estado.

Salézio Kindermann era presidente e fundador do time de futebol feminino Avaí Kindermann e gestor do Nápoli,  equipes que integram a elite do futebol feminino no Brasil.

A Fesporte se solidariza com todos familiares e amigos nesse momento de dor e saudades daquele que dedicou sua vida ao esporte.

O amor incondicional ao esporte será um de seus grandes legados. Para a família Fesporte Salézio está no seleto grupo de pessoas raras. Para Salézio o esporte era mais que gols, pontos, medalhas, troféus. Era a própria vida. Por isso seu nome está definitivamente marcado entre os grandes. Obrigado por tudo Salézio. Você foi e é um exemplo para nós. Seu legado transformou vidas e seu nome entra para a história.

Natural de Gravatal, litoral catarinense, Salézio chegou em Caçador 1965, na época com 21 anos. Em 1988, ele fundou o Hotel Kindermann. Também foi goleiro dos Falcões e integrou o Exército, em Tubarão.

“O esporte catarinense é feito de muitos abnegados. Seu Salézio, com certeza, está entre os maiores do nosso Estado. O esporte catarinense perde muito com a partida do seu Salézio. Um homem que não mediu esforços para auxiliar na construção do nosso esporte como referência para o Brasil. Obrigado por tudo seu Salézio”, destaca o presidente da Fesporte, Kelvin Soares.

 

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Fesporte, TJD e federações assinam acordo de cooperação

Com a participação de representantes de federações esportivas de Santa Catarina, foi assinado nesta sexta, feira, 14, na sede da Fesporte, em Florianópolis, um acordo de cooperação entre Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD/SC), Fesporte e federações esportivas.O documento permitirá que o TJD/SC atue na prestação de tutela jurisdicional desportiva junto às modalidades cujas federações aderirem ao convênio, nos primeiro e segundo graus de jurisdição. 

Estiveram na cerimônia Kelvin Soares, presidente da Fesporte, Vinícius Bion, presidente do TJD/SC, Michele de Souza, presidente do Conselho Estadual de Esporte (CED) e Fred Leite,  presidente da Associação das Federações Esportivas de Santa Catarina (Afesc).

Antes do ato de assinatura, Bion destacou a parceria entre as instituições esportivas para o fortalecimento do esporte catarinense e para o retorno das competições em época de pandemia. “Sabemos das dificuldades que todos estamos passando com competições paralisadas e da luta incansável de todos os atores para o retorno com segurança. E essa retomada passa por este acordo que estamos firmando hoje que terá validade até  31 de dezembro 2022, quando termina o atual mandato da gestão do TJD”.

Dirigentes assinaram o acordo de cooperação (Foto: Antonio Prado)

Kelvin Soares enfatizou a força do esporte catarinense como referência para o Brasil. “O sistema esportivo do nosso Estado é o melhor do país. Estou visitando as estruturas esportivas dos municípios e percebendo a boa qualidade delas. Isso é fruto do trabalho de todos: dos municípios, das federações, das instituições como Fesporte, TJD, CED e dos nossos eventos esportivos como Jasc, Joguinhos, Olesc, entre outros”.  

Kelvin lembrou ainda todo o trabalho feito e o esforço para o retorno seguro das atividades esportivas personificados pela Portaria 441/21 – assinada pela Secretaria de Estado da Saúde e Fesporte – que orienta a retomada das competições, treinamentos esportivos e práticas esportivas em época da pandemia da Covid 19.

Por fim, agradeceu a parceria existente entre a Fesporte e as instituições do sistema esportivo catarinense, destacando que o auxilio mútuo entre as entidades tem que ser constante no dia a dia.

Michele de Souza, por sua vez, enfatizou que assinatura do acordo de cooperação tem um simbolismo importante. “Esta assinatura simboliza muito o que queremos: a retomada. Diante das dificuldades estamos aprendendo a buscar alternativas para um retorno seguro”, finalizou.

                                           Presidente da Fesporte, Kelvin Soares, e Vinícius Bion, do TJD, avaliam a reunião

 

                                       Fred Leite (Afesc) e Michele de Souza (CED) comentam o encontro

 

Texto: Antonio Prado

Ascom Fesporte

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Projetos de Sucesso em SC: Salto Veloso revela atletas

Como ocorre toda quinta-feira, hoje a Fesporte dá continuidade com sua série de reportagens sobre projetos esportivos de sucesso em Santa Catarina. O destaque desta vez é o Projeto “Esporte em Movimento”, de Salto Veloso, que já revelou atletas para a seleção brasileira de futsal

Muitos dos municípios catarinenses têm enraizado em sua cultura a prática esportiva. Isso explica por que Santa Catarina é uma das potências do Brasil no esporte escolar e de base. Um exemplo desta realidade é o município de Salto Veloso, localizado na microrregião do Alto Vale do Rio do Peixe, Meio Oeste Catarinense, com pouco mais de quatro mil habitantes.

Desde 2000, Salto Veloso realiza um projeto esportivo denominado “Esporte em Movimento”, que contempla gratuitamente cerca de 470 pessoas entre crianças, adolescentes, adultos e terceira idade com futsal, futebol de campo, voleibol, taekwondo, bocha e bolão. 

As modalidades são distribuídas nas categorias fraldinha, infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulto e terceira idade e realizadas de duas a três vezes por semana. O ponto central das atividades é o ginásio municipal. As aulas são ministradas pelos professores Alex Sandro Nogueira, Paulo Gonçalves, Pedro Zamboni e Dalvan Vedana.

Segundo Anderson Leobet, secretário de esportes de Salto Veloso, o projeto começou com força e entusiasmo, mas depois houve uma paralisação das atividades. Em 2008 ocorreu a retomada com o apoio da prefeitura local e do empresário Adir Comunello, filho da cidade e dono da marca Magnus, que patrocina a equipe multicampeã  Magnus Futsal, de Sorocaba, SP. 

 

                                     Dimas, da Seleção Brasileira, foi revelado no projeto de Salto Veloso (Arquivo pessoal)

Ainda a partir de 2008 o projeto começou a ganhar visibilidade com a participação de Falcão, um dos maiores atletas de futsal de todos os tempos, após pedido de Comunello, que detém os direitos de imagem do atleta. Falcão passou a visitar Salto Veloso e o projeto embalou de vez.

Anderson Leobet explica que nas aulas são utilizadas obrigatoriamente uniformes e os participantes passam por um trabalho metodológico focado nos aspectos físico, técnico e educacional. “Existe também uma forte parceria com as escolas do município onde os alunos do projeto estudam no sentido de cobrar dos alunos dedicação, responsabilidade e compromisso com o processo educacional.”, enfatiza o dirigente. Está, portanto, explicado o sucesso da iniciativa.

Tanta dedicação e engajamento do projeto com a comunidade local – descendentes de italianos – foi capaz de revelar atletas para a seleção Brasileira de futsal do quilate de Dimas e Diego, além de outros para equipes internacionais como Éderson. Soma-se a eles outras revelações como Joel e Matias. Todos têm algo em comum: destacaram-se em eventos da Fesporte como Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Olesc, Joguinhos, Moleque Bom de Bola, entre outros.

                                       Taekwondo está entre as modalidades ofertadas (Arquivo pessoal)

Hoje, Dimas, que ingressou no projeto aos 11 anos de idade, joga no Olímpius Roma, da Itália, e tem no currículo 50 convocações pela seleção brasileira, pela qual tem 42 gols assinalados. Diego, que também tem passagens pela Amarelinha, joga atualmente na equipe  Kairat Almaty, do Cazaquistão.

Éderson, antes de parar precocemente devido a uma contusão no tornozelo esquerdo, desfilou seu talento pelas quadras de times da Itália, Portugal, Ucrânia  e Kuwait. Joel, atualmente joga no Pescara, da Itália. Já Matias faz gol hoje defendendo as cores do Fontoura Xavier, do Rio Grande do Sul. 

Enfim, quem visita a Capital Catarinense do Hambúrguer, Salto Veloso, que fica a 434 quilômetros de Florianópolis, vai conhecer, além de seus encantos - belíssimas cascatas de cachoeiras e trilhas,  cantinas de vinhos, cultura italiana -  um projeto esportivo de sucesso: Esporte em Movimento.

 

                                      O futebol está contemplado no Projeto Esporte em Movimento (Arquivo pessoal)

"Salto Veloso, minha cidade natal, está no meu coração. Tenho grande admiração pelo projeto Esporte em Movimento, pois representa todo o esforço feito por nós para engrandecer o esporte do Brasil. Hoje [com o time Magnus Futsal] somos a melhor equipe de futsal do mundo e temos orgulho de Salto Veloso pelo que faz em prol das crianças da minha terra”, destaca o empresário Adir Comunello.

“Esse projeto é espetacular, pois além de contribuir com o esporte saúde de nossas crianças leva o nome do nosso município para o mundo”, finaliza Anderson Leobet. Sim. Adir e Anderson estão cobertos de razão. Santa Catarina agradece.

Principais conquistas

Campeão regional Bolão Feminino regional Jasc – 2003

Vice-campeão estadual do Moleque Bom de Bola - 2005

Campeão regional de bocha – Jasc -  2017

Campeão dos Jogos Abertos da Terceira Idade – Jasti -2015

 Campeão estadual bocha masculino -2018

Texto: Antonio Prado

Ascom/Fesporte

 

                                       Ao lado o jogador Falcão, apoiador do projeto

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Fesporte, TJD e entidades assinam Acordo de Cooperação

Na próxima sexta-feira, 14, às 14h, no auditório da Fesporte, representantes das entidades de administração do desporto sediadas em Santa Catarina serão recebidas pelo Presidente da Fesporte, Kelvin Soares, e do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD/SC), Vinícius Bion, para formalizar a assinatura do Acordo de Cooperação. 

O documento permitirá que o TJD/SC atue na prestação de tutela jurisdicional desportiva junto às modalidades cujas federações aderirem ao convênio, nos primeiro e segundo graus de jurisdição.

“A estrutura esportiva de Santa Catarina é elogiada no Brasil pela grande parceria entre as instituições.  E isso pode ser observado no campo jurídico ou no administrativo e esse evento é uma prova disso. Quem ganha com isso é o esporte catarinense”, destaca Kelvin Soares.

 

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Parabéns para todas as mães!

O amor de mãe pode ser traduzido em uma palavra: doação. A mesma doação constrói grandes atletas e concretiza objetivos aos amantes e praticantes de esporte. Ser mãe e atleta significa superação em dobro. Ser mãe de atleta é abdicar um pouco de si para ver sua maior criação brilhar. 

Por isso, neste Dia das Mães a Fesporte parabeniza a todas as mães, na certeza que elas são seres iluminadas, afinal mãe é aquela que está sempre de plantão por nós. Que no abraço faz o medo passar. Que pega na mão e  mostra o caminho.

Parabéns Mamãe!

Daia Gamboa, atletismo, e a filha Clara 

 

 Mariana Miyamoto, ginástica, e a mãe Márcia

Anny de Bassi, atletismo, e a mãe Marilza

 

 Branca e Adryan, atletismo, com a mãe Edirléia

 

Olha só o vídeo que a Fesporte preparou para o Dia das Mães!

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Presidente da Fesporte visita municípios do Norte e Oeste Catarinense

Desde que assumiu a presidência da Fesporte, em fevereiro, Kelvin Soares fez diversas visitas a municípios catarinenses

O presidente da Fesporte, Kelvin Soares, durante esta semana, está fazendo uma série de visitas aos municípios do Norte e Oeste catarinense. Em seu itinerário estão inclusos os municípios de Caçador, Campo Alegre, Iomerê, Macieira, Mafra, Major Vieira, Matos Costa, Rio das Antas, Rio Negrinho, Salto Veloso e São Bento do Sul.

Nos encontros com os dirigentes e prefeitos, Kelvin Soares está conhecendo as infraestruturas esportivas de cada município, além de apresentar os novos projetos da Fesporte e esclarecer dúvidas referentes à retomada esportiva de acordo com a Portaria 441,  assinada pela Secretaria de Estado da Saúde e Fesporte. Parcerias futuras entre Fesporte e municípios também estiveram na pauta dos encontros.

Entre os novos projetos da Fesporte - tema presente nas reuniões - está o Programa de Iniciação Desportiva (PID), que oferecerá, de forma gratuita, esportes coletivos e individuais, de raquetes e de lutas para um público alvo de um milhão de crianças em diversos núcleos espalhados pelo Estado. E também o Mexa-se, que ainda está em fase de desenvolvimento.

Texto: Letícia Martendal (estagiária)

Ascom Fesporte

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Projetos de Sucesso em SC: APJ de Joinville

E dando continuidade com sua série de reportagens sobre projetos esportivos de sucesso em Santa Catarina, hoje a Fesporte reporta o projeto da Associação Paralimpica de Joinville (APJ)

O dia 1º de maio de 1994  ficou  marcado  como o dia em que o Brasil chorou a morte de Ayrton Senna. Muitos quilômetros do solo italiano, onde ocorreu o fatídico acidente, precisamente no quilômetro quatro da Rua Santa Catarina, no bairro Floresta, em Joinville, a data também ficaria marcada na vida de Vanderlei Quintino, na época, 20 anos. Era quatro horas da manhã quando o garoto se dirigia com sua moto para uma fábrica de placas de publicidade, onde era auxiliar de serralheiro, quando um Passat, na contramão, o atropelou. 

O impacto foi tão grande que decepou quase toda a sua perna direita restando apenas 14 centímetros do membro. Naquele instante o motorista bêbado interrompeu o sonho de atleta de futsal do Clube Esportivo Vera Cruz, mas, mesmo sem querer, sua imprudência fez renascer em Vanderlei uma força ainda maior pelo esporte fazendo o operário dar um novo significado à vida.

Vendo que não podia mais praticar futsal com uma perna só, Vanderlei começou a intensificar a prática da natação, atividade que fazia apenas por lazer no Vera Cruz. Um amigo o presenciou na piscina e viu nele um potencial de atleta e o convidou a fazer parte da Associação dos Deficientes de Joinville (Adej).

Pela entidade, Vanderlei passou a competir esporadicamente na natação e percebeu que era o único deficiente a disputar  com nadadores não deficientes. Entre os adversários nomes  como o atleta olímpico Eduardo Fischer, recordista sul-americano dos 50 metros peito, que batia os recordes das provas enquanto Vanderlei sempre amargava o último lugar.

A Associação Paralímpica de Joinville trabalha com com 50 atletas da natação, canoagem e vôlei sentado (Arquivo pessoal)

Essa condição deixou o garoto bastante desconfortável porque a Adej trabalhava apenas com pessoas com deficiência física com a proposta de reabilitação. Naquele momento já passava por sua cabeça a ideia de criar uma entidade que trabalhasse também com esporte de rendimento e que contemplassem pessoas com outras deficiências. Na época, segundo ele, não havia entidade paralímpica com este perfil.

E foi diante desta realidade que em 15 de outubro de 2003 Vanderlei resolveu criar a Associação Paralímpica de Joinville (APJ). Para isso teve que bater de porta em porta de clínicas ortopédicas e escolas para arregimentar pessoas. E ele foi certeiro logo no primeiro que fisgou: Gustavo Gartz Santana, 9 anos. O menino, amputado da perna direita, vítima de um atropelamento por um caminhão, agarrou a chance com afinco e aos 21 anos, preparado por Vanderlei, se tornou campeão brasileiro dos 100 metros costas, classe S9 em 2008.

No mesmo ano, outra cria da APJ faria um feito ainda maior: Talisson Glock, amputado da perna esquerda, tornou-se campeão mundial no México nos 200 metros medley classe SM6. Nada mal para o garoto que já tinha conquistado a medalha de bronze na mesma prova e a prata no revezamento 4x100 livre classe alta, ambas nas Paralimpíadas do Rio, em 2016. Atualmente Talisson faz parte do time do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que treina periodicamente em São Paulo.

Estímulo para crescimento pessoal

Hoje a Associação Paralímpica de Joinville conta em seus quadros com 50 atletas, que praticam modalidades como natação paradesportiva, vôlei sentado e canoagem. “Nosso principal objetivo é fazer da prática paradesportiva um estímulo para o crescimento pessoal, educacional e afetivo de pessoas com alguma deficiência, quer seja auditiva, física, intelectual, visual, motora, ou múltipla. Também não fazemos nenhuma distinção de idade, credo, cor da pele, condição econômica ou escolaridade”, destaca Vanderlei Quintino, que aos 47 anos, além de coordenar o projeto, é também paratleta da instituição. Tem no currículo títulos como o de bi-campeão do Mercosul em Maratonas Aquáticas, além 10 títulos Brasileiros nos 100 m borboleta S9 e S13 e outros dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que são organizados pela Fesporte.

Segundo o idealizador do projeto a APJ,  com suas atividades, além dos já consagrados benefícios da prática de atividades físicas para a saúde e da melhoria da condição motora, também utiliza as modalidades paradesportivas como ferramentas de socialização, recreação lazer para as pessoas com necessidades PcD.

Identificação e revelação de talentos

“Já no campo da prática paradesportiva de alto rendimento a entidade trabalha na identificação e revelação de talentos para participação em competições paradesportivas e paralimpicas no âmbito regional, estadual, nacional e internacional”, destaca Vanderlei.

Para Vanderlei o amor ao esporte está acima de qualquer obstáculo. Isto explica, por exemplo, a força interior que adquiriu ao descobrir em 1997 que era portador de uma rara doença:  Retinose pigmentosa, que é uma patologia ocular hereditária e degenerativa que causa deficiência visual grave. A enfermidade, que não tem tratamento eficaz, provoca  diminuição da visão à noite ou com pouca luz e perda da visão lateral (visão de túnel).

Hoje, segundo Vanderlei, a doença fez com que perdesse 100% do campo periférico e a qualidade de contraste da visão frontal, correndo sério risco de ficar cego. Agora além da limitação física, por conta da amputação da perna, ele tem que lidar com a restrição da visão. Essas dificuldades, no entanto, não o desanima, e a cada dia realiza uma ação de superação. A última delas, recentemente, foi uma travessia a mar aberto de mais de 17 quilômetros entre as praias Da Bica da Salina, na cidade de Barra do Sul, até a Praia Central, em Barra Velha, perfazendo um tempo total de 5h39min com cinco paradas para hidratação.

Vanderlei Quintino (criador da APJ e o campeão mundial de natação Talisson Glock, cria do projeto (Foto: Arquivo pessoal)

Ação segundo Vanderlei – que foi acompanhada por dois caiqueiros – teve como objetivo conscientizar o combate à destruição do meio ambiente, inspirar as pessoas à prática do esporte e da atividade física, além de elevar autoestima de pessoas que se acham incapazes de praticar esportes e divulgar a importância da inclusão social por meio do esporte.

Além de comemorar o sucesso pessoal o paratleta, que é formado em Educação Física pela Universidade da Região de Joinville (Univille), comemora também a performance de alguns de seus pupilos da natação dentro do projeto APJ. É o caso de Luana Mendes, terceira no ranking nacional e atual tri-campeã brasileira nas Paralimpíadas Escolares na prova  dos 200m medley da classe SM11 (categoria para cegos).

“Foi por meio do projeto de natação da Associação Paralímpica de Joinville que comecei competir e aprender a superar meus limites. E graças à natação encontrei novos amigos, novas formas de me divertir e conheci novas vitórias. Às vezes é meio cansativo, é complicado, mas sei que cada braçada na piscina vale a pena e meu esforço não será à toa, pois tenho certeza de que a natação ainda vai me dar muitas alegrias”, enfatiza a campeã Luana.

Vítor Braga, também fez bonito nas Paralimpíadas Escolares mesma competição no masculino sagrando tri-campeão  na prova dos 100m livres da classe S6 (classe para deficiente físico). Vitor e Luana são exemplos claros de que quando o projeto na base é feito com seriedade, os resultados aparecem. Um exemplo é participação destacada da Associação Paralímpica de Joinville que conquistou em 2019, antes da paralisação  pela pandemia, 34 medalhas na etapa regional Rio/Sul do Circuito Loterias Caixa Brasil Paralímpico, que aconteceu em abril, em Curitiba, PR. Foram nove medalhas de ouro, 14 de prata e 11 de bronze. 

Texto: Antonio Prado

Ascom/Fesporte

 

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Documentos necessários à liberação de eventos esportivos

A Fesporte já disponibiliza no seu site uma lista de orientações sobre os documentos necessários que as entidades devem remeter  à Fesporte para pedido de autorização para realização de eventos esportivos de rendimento ou educacionais. (Clique aqui e baixe o documento) O texto segue o que estabelece a Portaria nº 441, de 27 de abril de 2021, que define critérios para retomada das competições, treinamentos esportivos e práticas esportivas em Santa Catarina, de acordo com as medidas de enfrentamento da disseminação da Covid-19.

Requerimento indicando modalidade, natureza do evento, quantidade estimada de pessoas envolvidas, localização, nome do responsável pelos protocolos e inquéritos epidemiológicos, com antecedência de 15 dias antes do evento, estão entre as orientações, assim como protocolos de segurança sanitária específicos da modalidade.

Confira as orientações

Conforme a Portaria Conjunta SES/FESPORTE nº 441, de 27 de abril de 2021, ficam estabelecidos os seguintes critérios e documentos necessários para avaliação pela FESPORTE acerca da autorização para realização de eventos de rendimento ou educacionais.

1. Requerimento indicando modalidade, natureza do evento, quantidade estimada de pessoas envolvidas, localização, nome do responsável pelos protocolos e inquéritos epidemiológicos, com antecedência de 15 (quinze) dias antes do evento;

2. Autorização, solicitação ou comunicação expressa da respectiva Confederação Desportiva ou de entidades estaduais ou municipais a ela filiadas, com sede no Estado de Santa Catarina. (Lei 17.291/2017), conforme a natureza do evento seja internacional, nacional ou estadual;

3. Protocolos de segurança sanitária específicos da modalidade;

4. Termo de Compromisso firmado pelo solicitante reafirmando observância da Portaria SES/FESPORTE nº 441 de 27 de abril de 2021, bem como as determinações expedidas pela FESPORTE.

TERMO DE COMPROMISSO

Eu ....................................................................., Presidente / Gestor da entidade ........................................................, afirmo ter ciência do teor da Portaria Conjunta SES/FEESPORTE Nº 441, de 27 de abril de 2021, e comprometo-me a respeitá-la no evento .............................................................................................., a ser realizado entre os dias ............................................., bem como as determinações emanadas pela FESPORTE.

 

 

 

.................................

Presidente / Gestor

 

 

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A Fesporte parabeniza a todos os trabalhadores

Na imagem pai e filho. Treinador e atleta. Ambos trabalhadores do esporte. Neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, a Fesporte parabeniza a todos os trabalhadores do esporte. Afinal, são seres que proporcionam emoção, saúde, entretenimento, inclusão social e fazem girar um eixo econômico importante. Eixo que contribui para que Santa Catarina seja um Estado referência.

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Fesporte elabora arte explicativa sobre Portaria 441/21

O objetivo é mostrar de forma didática, e com ícones, os critérios para retomada das competições, treinamentos esportivos e práticas esportivas

Diante de muitas perguntas da comunidade esportiva em relação à Portaria 441/21, que determina  o que pode e o que não pode na retomada das competições, treinamentos esportivos e práticas esportivas em época da pandemia da Covid 19, a Assessoria de Comunicação da Fesporte elaborou uma espécie de cartilha didática explicando os principais pontos da portaria.

O objetivo é transformar a linguagem técnica em uma mensagem mais simples para o melhor entendimento da mensagem.

Clique aqui e baixe o documento

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Projetos de sucesso em SC: voleibol Erwin Prade, de Timbó

E dando continuidade com sua série de reportagens sobre projetos esportivos de sucesso em Santa Catarina, hoje a Fesporte reporta o projeto de voleibol da Escola Erwin Prade, de Timbó.

No ido dos anos 90 alguns professores da Escola Municipal Erwin Prade, de Timbó, no Vale do Itajaí, tiveram uma ideia: abdicar do descanso e jogar voleibol com os alunos na hora do recreio. Da vontade partiram para a ação e a iniciativa, a cada dia, foi ganhando mais adeptos entre professores e alunos. Mal sabiam os educadores que aquelas peladas despretensiosas se transformariam, anos mais tarde, em um projeto de sucesso, aponto de conquistar título nacional e internacional.

E foi assim, no âmbito de uma brincadeira, que nasceu o embrião do projeto de voleibol. A ideia ganhou ares de seriedade em 2006 quando a escola resolveu criar oficialmente a  Escolinha de Voleibol Erwin Prade (Evep). O objetivo, então, passou de puro lazer para uma proposta de formação esportiva dos alunos atletas. As peladas deram lugar a treinamentos e com eles vieram o aperfeiçoamento da técnica de jogar voleibol aliada a preparação física.

Não demorou muito para os primeiros resultados relevantes aparecerem. Logo em 2006 a equipe foi campeã dos Jogos Estudantis de Timbó, categoria, mirim. E nos anos posteriores o titulo se repetiu sistematicamente até 2019. Na verdade a conquista inicial foi apenas o início de uma trajetória de sucesso que tem na sala de troféus inúmeros títulos importantes entre eles o de campeão sul-americano escolar em 2011 na Colômbia e o de campeão brasileiro escolar cinco vezes conquistados nos anos de 2009, 2010, 2011, 2017 e 2018. 

Escola Erwin Prade é campeã brasileira escolar 12 a 14 anos em 2017 em Curitiba (Foto: Ana Ormerod/COB)

Considerando os últimos doze anos, a equipe de voleibol da Escola Erwin Prade conquistou por nove vezes o título de campeão estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc), competição promovida pela Fesporte. Com isso, os timboenses asseguraram o direito, por nove vezes na história de Timbó, representar o Estado de Santa Catarina na disputa do Campeonato Brasileiro Escolar, denominado Jogos Escolares da Juventude (JEJ), promovidos pelo Comitê Olímpico do Brasil (Cob).

Das nove vezes em que disputou os JEJ, principal competição esportiva escolar do Brasil, a equipe da Evep marcou presença no pódio em sete oportunidades na faixa etária 12 a 14 anos. Das sete finais que disputou, a equipe subiu ao lugar mais alto do pódio por cinco vezes.

Os títulos nacionais credenciaram a equipe a representar o Brasil na disputa do campeonato Sul-Americano Escolar. E a Evep subiu ao pódio três vezes, conquistando um terceiro lugar, um segundo e um primeiro lugar.

Atualmente a Evep tem em seus quadros 109 participantes entre 11 aos 14 anos. Tendo como slogan “Desafio de unir Esporte, Estudo e Vida Saudável”, o projeto tem uma proposta bem clara, segundo a direção da escola: o compromisso de fazer cumprir com as diretrizes amplamente difundidas pela Constituição Federal, Organização das Nações Unidas, Comitê Olímpico Brasileiro, Ministério do Esporte e Ministério da Educação e Cultura.

Segundo o professor Marcos, Friske, auxiliar de direção da escola, a Evep vem fazendo ao longo do tempo um trabalho de desenvolvimento do voleibol como área do conhecimento dentro do currículo de Educação Física, sem deixar de seguir o plano de curso anual, além de oferecer a oportunidade de desenvolver as especificidades do voleibol, em treinamento de duas a quatro vezes por semana, no período extraclasse, por meio da Escolinha de Voleibol.

“Nesse trabalho, tem-se buscado a introdução e integração do aluno-atleta no meio social, cultural e esportivo, além de se oferecer uma oportunidade de lazer, possibilitar expressões de afetos, emoções e de manutenção e melhoria da saúde”, destaca o professor.

Revelando craques para a liga nacional

“A nossa motivação sempre foi aliar esporte e educação, tanto que a Evep tem as suas raízes fincadas na Escola Erwin Prade. A ideia é que a prática do voleibol, de forma continuada e assistida, ajude na formação dos nossos alunos/atletas, desenvolvendo-os na área social, cultural e educacional. Trabalhamos isso à exaustão e estamos conseguindo nossos objetivos”, atesta Friske, que destaca também que a formação de atletas comprometidos com o esporte, com o estudo e com uma vida saudável faz dos alunos-atletas de voleibol da Erwin Prade um exemplo para outros jovens.

Contudo, defende o educador, que para atingir resultados expressivos no âmbito esportivo, exige-se muita dedicação e superação nos treinamentos, além de um forte compromisso firmado por todos que inclui coordenação, equipe técnica, atletas e pais.

Tanta organização, trouxe, além de títulos, muitas revelações individuais. Um exemplo são os atletas Guilherme André de Oliveira, Rodrigo Leitzke e Guilherme Rech, formados na base da Evep. O trio já foi convocado para a Seleção Brasileira de Voleibol Infanto-Juvenil e Juvenil. Na atualidade, são expoentes do trabalho Rodrigo Leitzke - que atuou três temporadas no Sesi/SP, uma temporada no Maringá-PR, outra na Finlândia e que disputou a última superliga A pela equipe do Ribeirão/SP - e também o atleta Guilherme Rech, que jogou uma temporada no Rio de Janeiro e que atualmente está em sua segunda temporada no Sada/Cruzeiro, sendo cedido pelo Cruzeiro para disputar a superliga A 2020/21 pelo Ribeirão/SP.

Mas, além de formar craques, o projeto tem a filosofia de utilizar o esporte como meio de educar e formar cidadãos mais completos. “No dia a dia buscamos a formação de atletas comprometidos com o esporte, com o estudo e com uma vida saudável. Isso faz parte da missão do projeto que se concretiza por meio de treinos, compromisso e enfoque nas regras”. Pelo visto os meninos e as meninas da Evep aprenderam direitinho esta filosofia. Afinal, eles fazem parte de um projeto de sucesso que é orgulho para Santa Catarina. Ponto para todos. Ponto de ace.

 Principais conquistas

Tetra-decacampeão dos JESTI – Jogos Estudantis de Timbó, categoria mirim, de 2006 a 2019;

Campeão da IX Taça Paraná de Voleibol, categoria mirim, em 2010;

3º lugar na Olesc  em 2012;

Octacampeão do Campeonato Catarinense de Clubes, organizado pela Federação Catarinense de Voleibol – FCV: 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2015,

2016, 2017;

Eneacampeão dos Jogos Escolares de Santa Catarina – JESC: 2008, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2018;

Pentacampeão do Campeonato Brasileiro Escolar: 2009, 2010, 2011, 2017 e 2018;

3º lugar nos XVI Jogos Sul-Americanos Escolares, realizados em Lima, no Peru, em 2010;

Vice-campeão dos XXIV Jogos Sul-Americanos Escolar, realizados em Arequipa, Peru, em 2019;

Campeão dos XVII  Jogos Sul-Americanos Escolares, realizados em Bogotá, Colômbia, em 2011;

Troféu Eficiência 2012, 2013 e 2016. Esse título é concedido pela Federação Catarinense de Voleibol – FCV. A premiação tem como objetivo laurear e homenagear o clube de melhor índice e desempenho técnico durante toda temporada, em todas as categorias.

Texto: Antonio Prado

Ascom Fesporte

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Futebol feminino é tema de reunião entre FCF e Fesporte

O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti, recebeu na tarde desta quarta-feira (28/04), o presidente da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), Kelvin Nunes Soares. O encontro ocorreu na sede da FCF, em Balneário Camboriú.

Além dos presidentes das duas instituições, participaram do encontro o procurador jurídico da FCF, Rodrigo Capella, o diretor de competições especiais da FCF, Carlos Crispim, o cronista esportivo JB Telles e o assessor de gabinete da Fesporte, Estevan Cattoni.

“O encontro foi bastante produtivo. Uma questão importante abordada é quanto ao futebol feminino. Unindo forças podemos ajudar a seguir na evolução da modalidade. Santa Catarina conta com clubes fortes e a prática do futebol feminino está crescendo bastante”, destaca o presidente da FCF, Rubens Angelotti.

“Queremos fortalecer a modalidade, unindo as duas entidades. E também auxiliar na gestão dos clubes. Queremos que façam trabalho de longo prazo e que sejam auto sustentáveis”, aponta o presidente da Fesporte, Kelvin Nunes Soares.

Texto:Fernando Ribeiro/Ascom FCF

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