O segundo dia de natação no 57º Jogos Abertos de Santa Catarina começou com recorde. O nadador Leonardo Schilling, de Itajaí, venceu uma prova eliminatória dos 50 metros livre com a marca de 21seg88, superando o recorde anterior registrado por ele mesmo, nos Jasc de 2015, com 21seg97.
Prova clássica da natação e que já consagrou mundialmente o brasileiro Cesar Cielo, o 50 m livres é repleto de detalhes, como a saída do bloco, a virada e a chegada, que fazem a diferença para que o nadador consiga quebrar o recorde. Para Schilling, foi mais uma questão de experiência mesmo. "Estou mais velho, então estou mais forte. A minha saída não foi tão boa, assim posso melhorar de dois a três décimos", aposta o nadador que fez a prova sem respirar na piscina de 25 metros.
Schilling é uma das armas de Itajaí para a conquista do tetracampeonato no masculino. Depois de terminar o primeiro dia atrás de Florianópolis na classificação geral, a equipe do litoral deve assumir a liderança ao final do segundo dia de provas. "Esse é o plano. Tirando a prova dos 400 metros livres, estamos muito bem nas demais provas do dia. Esse é o nosso dia mais forte", explica o nadador.
No primeiro dia, o velocista levou a prata nos 200 metros livres, atrás apenas de Eduardo Seeger Duarte, de Tubarão, e foi bronze com a equipe de Itajaí na prova do revezamento 4x100. Agora, tem tudo para ganhar o primeiro ouro no Jasc na prova que é sua especialidade. As finais do segundo dia de natação estão programadas para as 16h, na piscina do Caça e Tiro 1º de Julho.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional de Lages.
Cristiano Rigo Dalcin
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A carioca Manoela Pontual, de 39 anos, é um dos destaques do taekwondo nos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina, em Lages. A atleta representa São José e traz no currículo duas medalhas em campeonatos mundiais na categoria poomsae. Pela primeira vez nos Jasc, ela acredita que vai inspirar os competidores mais jovens do taekwondo catarinense.
Manoela começou no taekwondo ainda criança. Até 2010, competiu nas categorias de luta, e depois migrou para o poomsae, uma espécie de apresentação em que vence o atleta que executa os melhores movimentos de ataque e defesa contra um inimigo imaginário. Foi nessa categoria que conseguiu maior projeção na carreira.
“Sou a única atleta brasileira com duas medalhas em mundiais de poomsae. Fui bronze em 2014 e 2016. É uma categoria que vem crescendo muito nos últimos anos, e já existe um movimento para incluir nas Olimpíadas também”, explica Manoela, que em 2018 está confirmada no Mundial da China.

Competições acontecem nesta quinta e sexta-feira no Sesc (Foto: Gil Silva)
Nos tatames de Lages, a carioca representou São José e ganhou medalha de ouro. Foi a primeira participação dela em Jasc. “Gostei muito da competição. Vejo muitos jovens com potencial e essa renovação é importante para o taekwondo”, disse.
Uma das promessas da modalidade (categoria luta) é a catarinense Maria Alves, natural de Sombrio e integrante da equipe de Itajaí. Com apenas 20 anos, ela tem três medalhas de ouro em Jasc e espera conquistar a quarta esse ano.
“É sempre bom participar dos Jogos Abertos pela qualidade técnica das equipes e pela visibilidade no esporte. Aqui estão grandes nomes, como a Manoela, que apesar de ser de uma categoria diferente, é uma inspiração pra mim dentro do taekwondo”, diz Maria, que é reserva da seleção brasileira.

Maria, 20 anos (à esquerda), admira carreira da medalhista em Mundiais, Manoela de 39 anos (Foto: Gil Silva/Fesporte)
As disputas do taekwondo iniciaram nesta quinta-feira, 9, e encerram na sexta-feira, 10, no ginásio do Sesc. A modalidade, que conta com pelo menos cinco atletas de seleção brasileira, irá distribuir 12 medalhas. O atual campeão é o município de Itajaí no masculino e no feminino.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional de Lages.
Texto: Murilo Roso
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Blumenau assumiu a liderança da classificação geral da 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina depois do sexto dia da competição, que encerra no sábado, 11, em Lages. Com o título do voleibol (masculino), vice no handebol (feminino) e o terceiro lugar no futsal (masculino), os blumenauenses agora somam 97 pontos. Com os 10 pontos no handebol (feminino) e no voleibol (masculino), Itajaí tem 92.
O título do futebol (feminino) garantiu a permanência de São José na terceira posição com 65, seguido de Chapecó com 64. Joinville está em quinto com 39 com Tubarão, agora, está em sexto com lugar com 39 seguido de Florianópolis com 38.
No quadro geral de troféus, Itajaí conquistou cinco - bolão 23 (masculino); ginástica artística (masculino); judô (masculino); e tênis (masculino e feminino). Depois aparece Blumenau, que levantou quatro - basquetebol (feminino); bolão 23 (feminino); ginástica artística (feminina); e voleibol (masculino).
São José também foi campeão em quatro oportunidades (atletismo masculino); bolão 23 (feminino); e no futebol (feminino); e judô (feminino). Com as conquistas do futsal (masculino); e do handebol (feminino), Concórdia agora está com dois. Também com dois aparece Chapecó, com os de bocha (masculino); e tiros armas curtas. E Florianópolis no caratê (masculino) e remo.
Itajaí segue liderando o quadro geral de medalhas com 25 de ouro; 20 de prata; e mesmo número de bronze. Depois São José com 22 de ouro; 13 de prata; e 13 de bronze. Na terceira colocação permanece Blumenau, mas agora com 20 de ouro; 25 de prata; e 30 de bronze. Joinville aparece em quarto com 13 de ouro; 10 de prata; e 20 de bronze. E em quinto Tubarão com 11 de ouro; 15 de prata e de bronze.
A final do bolão 16 feminino foi transferida para essa quinta-feira, 9. É que faltou energia elétrica no Clube Caça e Tiro 1º de Julho. Toda a programação, inclusive do naipe masculino foi remanejada. Confira o boletim atualizado.
Texto: Orlando Pereira
Em uma final emocionante, Concórdia sagrou-se bicampeã do futsal masculino nos Jogos Aberto de Santa Catarina (Jasc) nesta quarta-feira à noite, no ginásio Jones Minosso, em Lages. Na final da 57ª edição dos Jasc, a equipe do Oeste superou Tubarão por 4 a 3, e garantiu o principal trófeu da modalidade. Na decisão de terceiro lugar, Blumenau venceu Joinville, por 3 a 0.
As duas equipes catarinenses que disputam a Liga Nacional fizeram um jogo imprevisível diante de um bom público. Menos experiente, a equipe do Sul do Estado surpreendeu logo a 50 segundos com o gol de Ged e obrigou o time de Concórdia a tomar a iniciativa das ações.
Com uma boa marcação, Tubarão mostrou solidez defensiva e esfriou a reação de Concórdia. Tanto que, ao final do primeiro tempo, livre de marcação, o goleiro Marcinho arriscou o chute e a bola desviou em Paquito para enganar João Neto e ampliar o placar para 2 a 0. A etapa inicial acabou e a equipe de Concórdia foi para o vestiário, enquanto Tubarão continuou em quadra, dentro do clima de decisão.
A conversa do técnico Eduardo Basso, o Morruga, surtiu efeito e, logo a quatro minutos do segundo tempo, quando o pivô Pesk recebeu passe na frente da área, chutou de bico para vencer o goleiro Marcinho. O gol recolocou Concórdia no jogo, que quase empatou com o capitão Júlio. Tubarão voltou a atacar e Nicolas, de calcanhar, acertou o poste de João Neto.
Jhony (branco) fez o gol do título (Foto: Antonio Carlos Mafalda/Fesporte)
O jogo ficou aberto e ganhou emoção depois que Marcinho e Dudu não afastaram cruzamento e Douglinhas tocou para o fundo das redes para empatar em 2 a 2.
Três minutos de tirar o fôlego
Faltando menos de três minutos para o final, a partida ficou eletrizante depois que Marcinho fez grande defesa em chute de Valença. No contra-ataque, Tubarão pediu a marcação de pênalti depois que o cruzamento de Rodriguinho foi interceptado, de carrinho, por Julio. Na sequência, Pesk tocou para Douglinhas que virou o placar para Concórdia. Tubarão foi ao ataque e o mesmo Pesk cometeu falta perigosa em frente a área.
Na cobrança inteligente do time de Tubarão, Rodriguinho ficou livre, dentro da área, para tocar para o gol e empatar a partida. Faltavam apenas 35 segundos para o final e o jogo foi para prorrogação. As duas equipes, bastante cansadas, diminuíram o ritmo, e o gol decisivo surgiu apenas no segundo tempo. Jhony arriscou de fora da área e a bola desviou em Filipe, enganando o goleiro de Tubarão. No último lance da partida, Tubarão ainda tentou empate numa ligação direta do goleiro Marcinho, mas a noite era de Concórdia.
O ala Jhony saiu do banco de reservas para marcar o gol do título e não escondeu a emoção pela participação decisiva no bicampeonato da Associação Concordiense de Futsal, que representa Concórdia. "É indescritível. Estive no vice-campeonato em 1994, e na campanha de 1995, mas desta vez pude colaborar mais e marcar o gol do título. Vai ficar para sempre", declarou.
O técnico Morruga destacou a paciência que a equipe teve para superar os momentos desfavoráveis na partida, como o 2 a 0, e o empate na final do tempo normal. "Eles sabiam que se marcassem o primeiro gol, a situação iria mudar. Eles tiveram méritos, assim como Tubarão, que também mostrou ser uma grande equipe e ainda muito jovem. Mas a minha acreditou sempre e poderia ter saído com o título no tempo normal", disse Morruga, se referindo a falta que resultou no terceiro gol de Tubarão e levou o jogo para a prorrogação.
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Texto: Cristiano Rigo Dalcin
Para quem assiste, os olhos parecem ficar hipnotizados diante de uma partida de tênis de mesa. O terceiro dia das partidas masculinas e femininas dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), nesta quarta-feira, 8, no Colégio Industrial, teve as semifinais de equipes. Na quinta, 9, será a vez do individual, até a final. E na sexta serão as finais de equipe e sairá o campeão geral.
Atleta de alto nível, Cazuo Matsumoto mora na Polônia há três anos e está representando Concórdia. Mora há 13 anos na Europa. O viés esportivo vem de família: o pai fazia judô e o avô ensinava kendô, a arte da espada. Ex-atleta da Seleção Brasileira, o paulista de 32 anos jogou a mais recente Olimpíada pelo Brasil e este é o 6º ano nos Jasc. Com uma trajetória de 25 anos no tênis de mesa, começou em Jogos Abertos aos 15. Entre as conquistas, foi campeão no Aberto da Espanha (Circuito Mundial) em 2013, primeiro latino-americano a ganhar um torneio deste tipo. “Fui um dos primeiros a entrar no Top 50 do mundo, fiquei em 5º no Mundial de Duplas, além de vitórias no Sul-Americano, Latino, Brasileiro e Paulista.”
Juliano Flint Peixoto joga pelo Concórdia há dez anos. Mora no interior de São Paulo e a bagagem que carrega no tênis de mesa é invejável: títulos Brasileiro, Latino-Americano, Paulista e etapas de Copa Brasil. Vindo do Campeonato Brasileiro no Paraná (PR), junto ao colega Danilo Toma, ficou em 3º lugar, com equipe pela metade. “Encerro as competições deste ano. A gente aguarda o calendário da Confederação para se programar, mas geralmente em fevereiro já tem uma competição importante.”
AllexiaSueni Nakashima, 18 anos, disputa por Joinville, onde mora. Este é 3º ano em Jogos Abertos. Em 2016 foi campeã Sul-Americana no Juvenil, quatro vezes campeã dos Joguinhos e da Olesc. Foi campeã brasileira e participou de Mundial e Pan-Americano. De 26 de novembro e 3 de dezembro, ela seguirá para a Itália e disputará o Mundial do Juvenil. Em 2018 disputará campeonatos nacionais, já que não se enquadra mais na categoria Juvenil.
Estão participando desta 57ª edição cerca de 90 atletas, sendo homens de 14 municípios e mulheres de oito cidades, conforme o coordenador, Ivon Schindler, diretor da Federação Catarinense de Tênis de Mesa. Sobre a participação de Lages, a anfitriã, esteve representada no naipe masculino.
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Texto: Daniele Mendes de Melo
Ela é provavelmente a medalhista mais experiente dos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina, em Lages. Benísia Gerhartt, 73 anos, conquistou a prata na bocha na noite desta quarta-feira, 8, nas canchas do Parque de Exposições Conta Dinheiro. A atleta de São Carlos esbanjou categoria com a bola pesada e deu show de vitalidade. No pódio, dedicou a medalha para a bisneta Maria Helena.
A bisavó da bocha, apelido carinhoso que Benísia recebeu das companheiras, conta que pratica a modalidade há 25 anos. “Jogo para me sentir bem. Se ficar só em casa vou endurecer”, disse a são-carlense. Essa foi a 5ª participação dela em Jogos Abertos, mas a primeira em que ganha medalha. “Quero jogar até os 80 anos”, acrescenta a ponteira.
Equipe de Chapecó volta a ser campeã
Na final da bocha entre as mulheres quem levou a melhor foi Chapecó, que venceu fácil a decisão contra São Carlos: 12 a 1 no trio e 12 a 2 no individual. O maior município do Oeste do Estado voltou a ser campeão da modalidade após três anos. E de maneira invicta.
“O resultado vem com muito treino e dedicação. A equipe mereceu, o campeão voltou”, comemorou Noeli, que considerou o título um presente de aniversário. A bochófila completou 53 anos nesta quarta-feira.
O bronze da bocha feminino ficou com Timbó que derrotou Itajaí na decisão do terceiro lugar.
Murilo Roso
(49) 98814 0731